
A presidente da Comissão de Constituição do Congresso da República, Patricia Juárez, anunciou no domingo que a bancada Avanza País prepararia um projeto de lei para cortou o mandato, mas apenas do presidente Pedro Castillo, mas não dos parlamentares que permaneceriam em escritório.
“Pelo que ouvi dizer, há um projeto de lei por aí que vai ser apresentado para a redução do mandato do Presidente da República. Bem, vamos fazer isso”, disse a deputada da Fuerza Popular e especificou que esse corte no mandato seria apenas contra o chefe de Estado.
“CONGRESSO FICA”
Para Patricia Juárez, o problema do país só é gerado pelo Executivo e, portanto, ela acredita que “nem todos devem sair”, como apontam as pesquisas, mas apenas o presidente.
“Eu não concordo com todo mundo saindo. Acho que nós, no país, temos que nos acostumar com o fato de que as instituições funcionam. Com efeito, neste momento existe um problema gerado pelo Executivo que nos colocou numa situação muito grave como a que estamos com as suas nomeações, graves escândalos de corrupção. Acho que a responsabilidade é de Castillo e ele tem que arcar com as consequências disso”, acrescentou.
Juárez indicou que essa iniciativa legislativa viria da bancada Avanza País e que, se aprovada, a vice-presidente da República, Dina Boluarte, a assumiria.
SOBRE A NOVA CONSTITUIÇÃO
Sobre a iniciativa que seria apresentada pelo Executivo de realizar, juntamente com as Eleições Regionais e Municipais de outubro de 2022, um referendo decidindo se elegerá ou não uma assembleia constituinte, Patrícia Juárez disse esperar saber exatamente o que será proposto e que dar o procedimento que corresponde ao proposto na comissão de constituição que ela preside.
Ele indicou que nenhum artigo da atual Constituição prevê qualquer via para uma nova Carta Magna através de consulta popular.
Ele disse que o objetivo do Executivo com essa proposta seria gerar agitação social e expectativa “em um grupo minoritário no país”.
Ele destacou que, para uma mudança total ou parcial da Constituição, é necessário coletar assinaturas e ir ao Congresso para que ele aprove ou não um referendo que permita sua emenda. No entanto, tal medida não teria os votos para aprovação no Legislativo.
A PROPOSTA DO EXECUTIVO
Deve-se notar que o presidente Pedro Castillo na sexta-feira liderou o Sexto Conselho Descentralizado de Ministros na cidade de Cusco, que teve lugar no Coliseu Casa de la Juventud. Durante seu discurso, o chefe de Estado anunciou a apresentação de um projeto de lei para um referendo a ser consultado nas eleições regionais e municipais deste ano para determinar se a população concorda ou não com a mudança da Constituição.
Ele indicou que o Parlamento terá o poder de aprovar ou não aprovar essa iniciativa, que será trabalhada pelo Poder Executivo imediatamente. “Vamos enviar um projeto de lei ao Congresso, seguindo o curso constitucional, para que, nessas próximas eleições municipais e regionais, o povo peruano também seja consultado por meio de uma carta, concordando ou não com uma nova Constituição”, disse.
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