
Na sexta-feira passada, o Presidente da República, Pedro Castillo, anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei para que, nas próximas Eleições Regionais e Municipais de 2022, seja realizada uma consulta popular para um nova Constituição política do Perú. A proposta gerou rejeição entre os representantes da oposição, sendo um deles o líder da Aliança para o Progresso, César Acuña, que considerou que a convocação de um referendo para uma Assembleia Constituinte paralisaria investimento, gerar confusão e que não seria uma prioridade para o país.
“Convocar um referendo para a Assembleia Constituinte paralisa o investimento, gera perplexidade e não é uma prioridade ou desejável. O Perú não precisa de polarização e sim de consenso e de um novo gabinete para sair da grave crise política, econômica e institucional que estamos sofrendo”, disse César Acuña na noite de sexta-feira, por meio de sua conta no Twitter.
RESPOSTA DE VLADIMIR CERRÓN
A publicação de Acuña foi respondida pelo relato do Secretário-Geral do Perú Livre, Vladimir Cerrón Rojas, que é obviamente a favor da proposta do chefe de Estado que teria que passar pela aprovação do Congresso do República.
“Estamos indo para a Assembleia Constituinte, não há melhor espaço para a democracia. Se você realmente vem da cidade, o que você teme César? ”, respondeu Vladimir Cerrón a César Acuña.
MARIA DEL CARMEN ALVA CONTRA
Na mesma linha, Acuña foi mostrada, María del Carmen Alva, presidente do Congresso, que em um post em sua conta no Twitter destacou que não existe tal coisa nenhuma pesquisa de opinião mostrando que a Assembléia Constituinte é uma prioridade para os peruanos.
“O Sr. Castillo esquece que as prioridades do país são a luta contra a insegurança (Segurança em Emergência), o desemprego e a corrupção. Não há uma única pesquisa de opinião em que a Assembleia Constituinte seja uma prioridade para os peruanos”, disse o chefe do Legislativo. Além disso, acompanhou sua publicação com uma imagem afirmando “Eu digo não à Assembleia Constituinte”.
A PROPOSTA DO EXECUTIVO
O presidente Pedro Castillo liderou na sexta-feira o VI Conselho de Ministros Descentralizado na cidade de Cusco, que aconteceu no Coliseu Casa de la Juventud. Durante seu discurso, o chefe de Estado anunciou a apresentação de um projeto de lei para um referendo a ser consultado nas eleições regionais e municipais deste ano para determinar se a população concorda ou não com a mudança da Constituição.
Ele indicou que o Parlamento terá o poder de aprovar ou não aprovar essa iniciativa, que será trabalhada pelo Poder Executivo imediatamente. “Vamos enviar um projeto de lei ao Congresso, seguindo o curso constitucional, para que, nessas próximas eleições municipais e regionais, o povo peruano também seja consultado por meio de uma carta, concordando ou não com uma nova Constituição”, disse.
ELES PROPÕEM O ADIANTAMENTO
Em resposta à abordagem de Pedro Castillo, o deputado do Partido Morado, Flor Pablo, propôs uma alternativa que também forçaria a população a retornar às urnas: o avanço das eleições.
“Mitigar os efeitos da crise econômica e recuperar a governança do país deve ser uma prioridade. Este não é o momento para consultas para uma nova Constituição”, lê-se em um post da deputada por meio de suas redes sociais.
Como alternativa à proposta do presidente Castillo, o deputado Pablo acredita que “é hora de propor um avanço das eleições, seguindo a reforma política e eleitoral com novas regras do jogo”.
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