Lourdes Alcorta lembra Alan García 3 anos após sua morte: “O Perú foi arrancado da última grande referência na política”

O ex-presidente tirou a própria vida em 17 de abril de 2019, quando estava prestes a ser preso pelo suposto crime de lavagem de dinheiro no caso Lava Jato.

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A ex-deputada Lourdes Alcorta lembrou o ex-presidente Alan García através de suas redes sociais este Domingo, no terceiro aniversário de sua morte. Em 17 de abril de 2019, o líder aprista atirou em si mesmo enquanto a polícia o prendia em sua casa.

“Hoje, 17 de abril, 3 anos após a partida de Alan García Perez... Grande amigo, grande político que foi levado à morte. O Perú foi arrancado da última grande referência da política peruana. Uma perda lamentável e uma profunda tristeza...” escreveu em um tweet.

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Recorde-se que em 17 de abril de 2019, às 6h30, García Pérez estava em sua casa em Miraflores quando o promotor Henry Amenábar Almonte o informou que viria executar uma medida judicial de busca, desbloqueio e detenção preliminar por dez dias contra ele. O promotor estava acompanhado por seis policiais da Divisão de Investigação de Alta Complexidade (Diviac).

O ex-presidente disse que ia fazer um telefonema para o advogado. Ele entrou em seu quarto e fechou a porta atrás dele”, disse o ex-ministro do Interior, Carlos Morán, na época.

De acordo com imagens obtidas do incidente, o ex-presidente então subiu as escadas de sua casa, entrou em uma sala e um tiro foi ouvido. As autoridades o encontraram ao lado de sua cama, depois de ter levado um tiro na cabeça.

Alan García morreu no hospital Casimiro Ulloa devido a hemorragia cerebral, devido a um projétil de arma de fogo e parada cardiorrespiratória.

O QUE ALAN GARCIA ESTAVA SENDO INVESTIGADO?

A promotoria estava investigando Alan Garcia pelo suposto crime de lavagem de dinheiro. Mais especificamente, eles o acusaram de receber propina da empresa Odebrecht em seu segundo governo (de 2006 a 2011) para a execução de seções 1 e 2 da linha 1 do Metrô de Lima e para beneficiá-lo durante a construção da Rodovia Interoceânica.

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A tese tributária afirmava que parte desses subornos foram recebidos em um pagamento de $100.000 para uma conferência em São Paulo. O resto teria sido recebido por meio de ex-funcionários do governo Luis Nava e Miguel Atala. Nava era suspeito de receber cerca de US$4 milhões do Fundo 2 na Odebrecht.

Por outro lado, ele também foi acusado de ter recebido contribuições da Odebrecht para sua campanha eleitoral de 2006.

Em 2018, Jorge Barata, ex-representante da Odebrecht no Perú, disse ter dado US$ 200 mil à campanha de Alan García, por meio de Luis Alva Castro, outro membro da APRA. Portanto, em 2018, o judiciário emitiu uma ordem para impedir a saída do país por 18 meses.

SUAS ÚLTIMAS PALAVRAS

Durante o velório do ex-presidente, sua filha Lucia Garcia leu a última mensagem que deixou escrita, insistindo em sua inocência no Escândalo de corrupção da Lava Jato, pelo qual ele seria preso quando tirou a própria vida.

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“Já vi outros desfilarem algemados, guardando sua existência miserável, mas Alan Garcia não precisa sofrer essas injustiças e circos”, dizia a carta.

Nele, ele também garante que, no caso dele, “houve e não haverá contas, nem subornos, nem riquezas (...)”. “É por isso que repeti: outros são vendidos, eu não”, acrescenta.

“Eles nunca encontraram nada e eu os derrotei novamente, porque eles nunca encontrarão mais do que suas especulações e frustrações.” “É por isso que deixo para meus filhos a dignidade de minhas decisões; para meus colegas, um sinal de orgulho. E meu cadáver como sinal do meu desprezo pelos meus adversários, porque já cumpri a missão que me propus.

Finalmente, Garcia pediu ao “Deus” a quem vai “com dignidade”, para “proteger os bondosos e os mais humildes”.

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