
Laurie Ann Ximénez-Fyvie atacou Hugo López-Gatell, Subsecretário de Saúde, por participar da ocultação da autorização de uso emergencial de a vacina da Pfizer contra COVID-19 em crianças de 5 a 12 anos de idade.
Em entrevista ao MVS, o médico de Harvard acusou o responsável de fazer parte de uma “manipulação político-eleitoral da pandemia”, depois de ter sido revelado que a Comissão Federal para a Proteção contra Riscos à Saúde (Cofepris) aprovou esse antígeno desde 3 de março.
E deve ser lembrado que, por instruções das autoridades federais, os menores não foram considerados como setor prioritário para receber o antígeno; uma resistência que foi sustentada mesmo que o esquema já tenha sido concluído e o reforço administrado na maioria dos adultos população.
Isso, segundo López-Gatell, porque o benefício de inocular crianças equivale à possibilidade de que as crianças tenham risco de contágio, ou seja, “muito, muito baixo”.

Com isso, e além da suposta recusa da Comissão em autorizar o medicamento, a administração morenista teria se justificado em negar (ou atacar) a proteção apresentada para que menores de 5 a 11 anos pudessem acessar a vacina.
No entanto, Laurie Ann projetou que a recente revelação causará uma “inundação de amparos” e isso implicaria pressão para acelerar o aquisição da vacina pediátrica, cuja compra não foi contemplada pelo Governo. Daí o motivo do silêncio do “czar da pandemia no México”.
A este respeito, o especialista salientou que, mesmo que algumas famílias tenham conseguido obter proteção para os seus filhos, “a recusa persistente do Governo” não permitiu o estabelecimento de indicadores para a correta administração dos bens de acordo com a faixa etária.
“Essa recusa em vacinar menores gerou um problema que pode ou pode se tornar um problema muito sério (...) Ele não deu instruções sobre como vaciná-los”, alertou.

Por outro lado, o epidemiologista lembrou que, desde o seu lançamento, a Pfizer havia aprovado seu uso em pessoas com mais de 16 anos de idade; em junho de 2021 autorizou em pessoas com mais de 12 anos de idade, e logo após começou a ser aplicado com doses pediátricas em bebês de 5 a 12 anos de idade.
Neste contexto, Ximénez-Fyvie destacou o atraso e a relutância que a administração demonstrou em relação à inoculação desse setor (sem comorbidades demonstráveis) mais de dois anos após o início da pandemia.
“Não queríamos vacinar menores (...) Toda a população com 12 anos ou mais deve ser vacinada com a mesma vacina da Pfizer: o esquema duplo inicial mais uma terceira dose, como todos os adultos”, frisou.
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