O Movimento dos Cidadãos exigiu que a AMLO abandone a neutralidade em relação à invasão russa da Ucrânia

O partido laranja condenou a posição do governo do México diante dos eventos ocorridos no país da Europa Oriental

Guardar
Russian President Vladimir Putin listens to Governor of the Novgorod Region Andrei Nikitin during a meeting at the Kremlin in Moscow, Russia March 22, 2022. Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.
Russian President Vladimir Putin listens to Governor of the Novgorod Region Andrei Nikitin during a meeting at the Kremlin in Moscow, Russia March 22, 2022. Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.

O Movimento Cidadão (MC) exigiu que o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) mudasse sua posição sobre a invasão russa da Ucrânia, e condenou o “massacre de civis” no país do Leste Europeu e expressou sua solidariedade com o povo ucraniano.

Através de um comunicado oficial publicado este domingo, 3 de abril, MC assegurou que a neutralidade promovida pelo presidente nacional é “insustentável”, consequentemente, exigiu a condenação dos crimes e a implementação de sanções contra o regime russo através da representação na Organização das Nações Unidas (ONU).

A este respeito, eles afirmaram que o México tem a obrigação de condenar “esses acontecimentos terríveis” e promover medidas que contribuam para enfraquecer o financiamento da Rússia, a fim de evitar a recorrência de casos como o que aconteceu em Boutcha.

MC condenó la postura neutral del gobierno de México (Fotoarte: Infobae México)

O partido laranja insistiu que o governo não pode permanecer neutro diante de atos como esse e ressaltou que “um mês após a ocupação e os ataques da Federação Russa, é incrível que o governo mexicano nem sequer tenha se posicionado contra esses eventos”.

Recorde-se que o governo mexicano já se manifestou oficialmente em quatro ocasiões contra a invasão da Ucrânia pela Rússia. O primeiro foi pago pelo presidente López Obrador, o segundo foi por Marcelo Ebrard, chefe do Ministério das Relações Exteriores (SRE), e os outros dois foram de Juan Ramón de la Fuente, que representa o México na ONU.

De la Fuente Ramirez condenou veementemente o envio de tropas militares russas em território ucraniano. A primeira vez que o fez foi perante o Conselho de Segurança da ONU e a segunda vez foi perante o plenário das Nações Unidas.

MC condenó la instalación del Grupo de Amistad México-Rusia (Foto: Cuartoscuro)

“O México condena a agressão da Federação Russa contra a Ucrânia” e “Reconhecemos a independência e territorialidade da Ucrânia” foram algumas das frases com as quais o mexicano pediu a paz no território da Europa Oriental.

No entanto, alguns membros do Movimento Nacional de Regeneração Morena (Morena), juntamente com outros do Partido Revolucionário Institucional (PRI), instalaram, em San Lázaro, o Grupo de Amizade México-Rússia, o mecanismo parlamentar disponível para o Congresso da União para estreitar laços com mulheres legisladoras e legisladoras de outras nações, algo que também foi condenado pelo MC; no entanto, também se observa que Porfirio Muñoz Ledo e Ricardo Monrea consideraram que este Grupo não era necessário.

“É surpreendente que deputados da maioria expressem seu apoio à Rússia, contradizendo a posição do México no Conselho de Segurança que condena a invasão da Ucrânia como violando princípios fundamentais das Nações Unidas”, disse Muñoz Ledo nas redes sociais.

Por sua própria conta, Monreal Ávila salientou que, embora respeite a formação deste Grupo, não concorda com a realização desse tipo de trabalho legislativo. “No Senado vamos agir com sabedoria”, disse em breve comunicado à mídia. “Não acho apropriado formar grupos de amizade dessa natureza”, acrescentou.

CONTINUE LENDO: