
Um homem tentou se queimar no estilo bonzo na movimentada rua Alameda, localizada no centro de Santiago e ao lado do palácio presidencial de La Moneda, sede do governo chileno.
Com o passar dos dias, o indivíduo foi identificado como Mario Carrión Rozas (40), irmão do empresário Pedro Carrión, que foi sequestrado, morto e esquartejado no início deste ano. Informações policiais informaram que o indivíduo parou na referida avenida e ateou fogo em seu carro, por volta das 6h da manhã desta sexta-feira.
De acordo com o que foi relatado pelos Carabineros chilenos, que conseguiram extinguir o incêndio com um tanque de água do Controle de Ordem Pública que ficava nas proximidades do local, Mario Carrión foi internado na Assistência Pública do Hospital de Emergência de Santiago, popularmente conhecido como o antigo Posto Central, deixando-o em estado grave e em risco vital. Além disso, de acordo com a perícia da polícia, restos de um cilindro de gás foram encontrados dentro do veículo, um dispositivo que teria sido o gatilho para a explosão do celular.
O advogado de defesa da família Carrión, Jaime Valenzuela, disse à mídia chilena Emol que os acontecimentos ocorridos na sexta-feira em frente ao La Moneda foram devidos a um ato de protesto realizado por Mario Carrión contra as autoridades administrativas, e que visava chamar a atenção para obter justiça pelo sequestro e posterior assassinato de seu irmão Pedro. “Eu não pretendia atentar contra a vida dele”, disse o advogado.
Vale ressaltar que o filho de Pedro Carrión, Matías, apontou para a mesma mídia que seu tio tomou essa decisão drástica devido ao estado de desespero em que se encontrava. Enquanto Catalina Carrión, também filha de Pedro, em conversa com a Rádio ADN de Chile, argumentou que os motivos da imolação de Mario se devem claramente à falta de justiça acusada pela família do empresário assassinado e que este evento não tem relação direta com nenhum tipo particular de dívida que estava afligindo ele.
Da mesma forma, a ex-mulher de Pedro Carrión detalhou uma clara falta de apoio psicológico a Mario, que, de fato, era a pessoa encarregada de reconhecer o corpo de seu irmão após a descoberta, evento que lhe causou choque emocional significativo, angústia, depressão e tristeza terrível. “Você nunca vai pensar em ver um ente querido nessas condições”, apontou a mulher.
O caso de Pedro Carrión remonta a 3 de janeiro deste ano, quando o empresário foi à capital Santiago para se reunir com seus sócios e cobrar uma dívida milionária. No entanto, no mesmo dia ele foi sequestrado e no final de fevereiro, seu corpo foi enterrado e esquartejado em uma casa na cidade de Quintero, localizada a aproximadamente 40 quilômetros da cidade costeira de Viña del Mar, na região de Valparaíso.
Até o momento, o caso tem dois acusados de sequestro e homicídio, embora as investigações do Ministério Público chileno e da Polícia Investigativa (PDI) não excluam o envolvimento de mais pessoas neste crime.
Enquanto isso, aguardando um novo diagnóstico médico estão os parentes de Mario Carrión, que ficou com 90% de seu corpo queimado, e ainda há debate entre a vida e a morte.
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