
Não é segredo que parte da identidade mexicana é encontrada em festividades religiosas como 12 de dezembro, o Dia da Virgem de Guadalupe ou a tão esperada Semana Santa. A vantagem deste último é que é mais longo, pois começa com o Domingo de Ramos e termina com o Domingo de Páscoa.
Além do fato de que essas datas são um bom pretexto para aproveitar o calor da primavera com seus entes queridos, também são uma oportunidade de aprender um pouco sobre o passado histórico e religioso que sempre caracterizou o México.
É preciso lembrar que nos tempos pré-hispânicos não havia nenhum dos santos católicos conhecidos hoje, mesmo as festividades para os deuses eram totalmente diferentes, já que os povos pré-colombianos costumavam sacrificar pessoas, animais ou realizar rituais com flores e incenso. No entanto, a chegada e o triunfo dos espanhóis no México-Tenochtitlan mudaram tudo.
Com o choque dos dois mundos, aspectos gastronômicos, sociais e, acima de tudo, culturais começaram a se misturar. Uma das mudanças mais importantes foi a chegada dos frades europeus e, com ela, a chegada de uma nova crença: o cristianismo.
Graças a essa nova doutrina, as igrejas começaram a ser construídas, novos santos foram criados e tradições como a Quarta-feira de Cinzas, batismos e Semana Santa migraram. A historiadora Ruth Rosas ressalta que o feriado em questão foi uma imposição - como tudo naquela época -, mas logo se tornou um evento social ao qual se juntaram vários grupos indígenas.
Eventualmente, quando o novo sistema espanhol já havia se consolidado nos antigos territórios pré-colombianos, “em grande parte da república, a Semana Santa se tornou a segunda celebração religiosa mais importante do ano, depois de Corpus Christi”.
O especialista explica que as primeiras festividades se caracterizaram por começar com a procissão de Borriquito — no Domingo de Ramos — e continuaram com “uma série de irmandades que partiram de diferentes igrejas. Ao longo da semana, o jejum foi ordenado e, em alguns casos, foi dispensado aos índios por causa do trabalho árduo realizado.”
Da mesma forma, os manuais da igreja da época indicam que o ritual da Quinta-Feira Santa incluía uma Missa de Crisma pela manhã; então começaram os preparativos para a Alta Missa, que foi inaugurada com o Mandato ou Sermão sobre o Novo Mandamento: “Que vocês se amem como eu os amei”. Uma hora depois, a procissão saiu e eles continuaram com o ritual de lavar os pés.
Outro aspecto que foi integrado pelos espanhóis desde o início da celebração foi a restrição às dietas, como é atualmente o caso dos dias da Quaresma. Essa crença tem sua origem no judaísmo, onde se considera que existe comida pura e impura.
A carne era considerada um dos alimentos que contaminavam a alma e o espírito. Um artigo na Gaceta UNAM afirma que o consumo de laticínios e ovos foi até proibido, um regulamento que mudou até o século XVIII.
No início, durante os primeiros 40 dias, era costume comer apenas uma vez por dia e evitar beber vinho, forçando assim o corpo a permanecer em estado puro, assim como Jesus. Mais tarde, a proibição tornou-se mais leve e dois séculos depois considerou-se que “a vigília só seria observada nos primeiros quatro dias da Quaresma, além de quartas, sextas e sábados. A comemoração atualmente cobre a quarta-feira de cinzas, sextas-feiras e os últimos três dias da Semana Principal.”
Foi assim que a Semana Santa chegou ao México e logo se tornou uma celebração primordial. Deve-se notar que, apesar do fato de que diferentes feriados religiosos foram erradicados pelas Leis de Reforma, os conflitos da Revolução e da Guerra Cristero, a identidade cultural que esses eventos deixaram para a população era mais forte e não permitia que o costume fosse perdido.
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