Após o escândalo do viagra, as Forças Armadas brasileiras terão que explicar outra compra: 60 próteses penianas por USD 744 mil

O deputado Elias Vaz denunciou a aquisição do lote de unidades cujo uso não foi esclarecido pelo Ministério da Defesa

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BRASILIA, BRAZIL - MAY 25:
BRASILIA, BRAZIL - MAY 25: Army soldiers stand guard in front of the Ministry of Defense after President Michel Temer ordered troops to guard the streets following yesterday's violent protests on May 25, 2017 in Brasilia, Brazil. Temer revoked his order today amidst criticism the order was overblown and an attempt to hold on to power. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

Um dia depois de exigir que as Forças Armadas explicassem a compra de 35.000 comprimidos de viagra, o deputado Elias Vaz perguntou-lhes na terça também esclarecer por que e por que compraram 60 próteses penianas no valor de R$3,5 milhões (cerca de R$744.680).

Ambas as compras foram descobertas pelo legislador do opositor Partido Socialista Brasileiro (PSB) em uma revisão de documentos oficiais sobre a gestão dos orçamentos militares.

“Depois de denunciar que o Governo (do presidente Jair) Bolsonaro aprovou a compra de 35 mil cápsulas de viagra para as Forças Armadas, identifiquei um gasto milionário com próteses penianas para o Exército”, disse o deputado em mensagem em suas redes sociais.

Você sabe quanto custa cada um? Entre 50.000 e 60.000 reais (entre cerca de 10.640 e 12.765 dólares). E é você (contribuinte) que está pagando essa conta”, acrescentou o deputado.

Vaz disse ainda que, além de solicitar que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União (TCU) investiguem possíveis irregularidades, ele também entrou com um pedido na terça-feira para que o Congresso criasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (TPI) para esclarecer o assunto.

Reclamações sobre as disputadas compras das Forças Armadas tornaram-se objeto de inúmeros memes sobre a “impotência” dos militares brasileiros que circulam de forma viral nas redes sociais no Brasil.

De acordo com documentos descobertos por Vaz e pelo senador Jorge Kakuru, o Exército Brasileiro gastou R$3,5 milhões em três licitações diferentes realizadas no ano passado para comprar 60 próteses de silicone para pênis com extensões que variam de 10 a 25 centímetros.

As próteses indicadas para casos de disfunção erétil foram entregues em hospitais do exército nos estados de San Pablo e Mato Grosso do Sul.

Apesar dessas informações disponíveis no próprio Portal de Transparência do Governo e no Painel de Preços do Governo Federal, o Exército informou em comunicado que adquiriu apenas três unidades no ano passado para “cirurgias de beneficiários do Fundo de Saúde do Exército”.

Infobae

No dia anterior, o mesmo deputado informou que o Exército, a Força Aérea e a Marinha compraram 35 mil comprimidos de viagra, a pílula usada para combater a disfunção erétil, em licitações realizadas em 2020 e 2021.

Precisamos entender por que o governo está gastando dinheiro público com viagra e essa quantia alta”, disse o legislador, referindo-se à gestão de Bolsonaro, capitão da reserva do Exército que detém um registro de militares como seus auxiliares e em seu próprio gabinete.

Hospitais em todo o país muitas vezes enfrentam falta de medicamentos, como insulina, para cuidar de pacientes com doenças crônicas, e os militares recebem milhares de comprimidos de viagra. A sociedade merece uma explicação”, acrescentou.

Em relação às compras de viagra, o Ministério da Defesa esclareceu que a Sildenafila, substância ativa do medicamento, foi comprada para o tratamento em hospitais militares de casos de hipertensão arterial pulmonar, doença rara que afeta principalmente mulheres.

Os especialistas, no entanto, esclareceram que as Forças Armadas compraram comprimidos com entre 25 e 50 miligramas de Sildnafila, que são indicados para tratar a disfunção erétil, e não os comprimidos de 20 milímetros, usados para tratar a hipertensão arterial pulmonar.

(Com informações da EFE)

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