
Na sexta-feira, o presidente da Colômbia, Iván Duque, informou que havia instruído o ministro do Interior, Daniel Palacios, a realizar uma auditoria externa do software usado no Registro Nacional do Estado Civil para selecionar os júris votantes escolhidos para o dia das eleições do Congresso domingo passado, 13 de março.
Na estação da Rádio Caracol, eles relataram que o presidente reiterou que durante essas eleições foram cometidos erros protuberantes e que seria novamente chamado para instalar o Conselho de Garantia, para que a auditoria também pudesse ser solicitada.
“Foram apresentados alguns fatos que realmente marcam temas históricos. O número de votos que estavam em disputa mostra que existem falhas, e é por isso que é necessário uma auditoria externa exaustiva do software de seleção do júri; especificar quais bancos de dados foram usados e de onde vieram, porque há erros salientes nos 600.000 votos que foram usados em a realidade é inexplicável”, citaram no rádio sobre o que Duque disse.
Enquanto isso, na Rádio RCN, eles enfatizaram que o presidente também busca avaliar quais falhas foram feitas no treinamento dessas pessoas, antes da votação.
“O que aconteceu com a forma como a pré-contagem foi transmitida, com as formas E14 e fora isso, também é realizado um estudo aprofundado do ponto de vista tecnológico sobre o Software que está sendo usado hoje pelo Conselho Nacional Eleitoral para fins de escrutínio de sua competência,” ele concluiu.
O pronunciamento de Duque vem justamente quando foi divulgada a denúncia da iniciativa Colômbia Transparente, onde afirmam que possivelmente 300.000 júris votaram duas vezes, uma na mesa em que estavam realizando a supervisão e a outra em que tinham sua identidade registrada.
Na estação de rádio RCN, eles consultaram o líder desta organização, Sergio Alzate, que garantiu que o mau desempenho foi calculado.
“Isso não foi espontâneo, os mais de 600 mil júris votantes deliberadamente, premeditados e planejados pelo registrador, puderam votar duas vezes, foi assim que mais de 300 mil deles fizeram”, disse.
De acordo com a supervisão que realizaram, verificou-se que os nomeados para vigiar as eleições de 13 de março pagaram nas mesas onde estavam realizando seu trabalho e na mesa onde tinham seus boletins de voto registrados.
“É verificado pelas atas que são contrastadas com as resoluções de nomeação em que votam como júris votantes em uma posição. Mas neste mesmo lugar e em outra mesa, eles votam como cidadãos”, acrescentou na emissora.
Enquanto isso, a reportagem televisiva Noticias RCN indicou que o material probatório para esta dupla votação será adicionado a uma queixa que havia sido apresentada à Procuradoria-Geral da República, onde eles já haviam iniciado o processo em outubro de 2021.
Além disso, eles argumentaram que o software que eles usaram no cartório permitia a criação de perfis de júris para favorecer pessoas próximas ao registrador Alexander Vega.
“Os jurados descobriram que o próprio registrador nacional enviou o perfil dos tipos de júris que escolheria para congressistas e candidatos ao Congresso, para que pessoas com esses perfis fossem selecionadas e que, por sua vez, suas eleições as favorecessem”, disse Alzate naquela notícia.
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