Direito à família: reforma que melhora os processos de adoção no México

No México, há registros de mais de 26.000 crianças e adolescentes vivendo em 900 famílias

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Na tarde desta quarta-feira, 6 de abril, dentro da Câmara dos Deputados no Palácio Legislativo de San Lázaro, os deputados de todas as facções políticas aprovaram por unanimidade a reforma que modifica os processos de adoção no México, em virtude do fato de que crianças e adolescentes podem exercer seu direito à família.

Assim, com uma manifestação de 472 votos a favor, foram aprovadas emendas à Lei Geral dos Direitos da Criança e do Adolescente (LGDNNA) para que os candidatos à adoção (adotantes) se dirijam às Procuradorias de Proteção, o Sistema Nacional de Desenvolvimento Integral das Famílias ( DIF) ou para os Sistemas Estaduais nesta área e fornecer um lar para as mais de 26.000 crianças que precisam dele no México.

Especificamente, esta alteração acrescenta um segundo parágrafo ao artigo 30 bis 4, que indica que os regulamentos a adotar devem conter os requisitos e documentos necessários e suficientes para o procedimento administrativo, cujo objetivo é determinar a adequação do (s) adotante (s), isso em virtude de conceder ao menor o direito a uma família que possa recebê-lo nas melhores condições possíveis.

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Além disso, os profissionais responsáveis pela realização das entrevistas devem ter a experiência necessária, que pode ser credenciada com os documentos relevantes e desempenhar suas funções em estrita conformidade com os melhores interesses das crianças.

Atualmente, a LGDNNA declara apenas que “os requerentes devem ir à Procuradoria de Proteção, ao Sistema Nacional DIF ou aos Sistemas de Entidades para realizar seus procedimentos de adoção, de acordo com as disposições dos regulamentos correspondentes”.

Portanto, o documento recentemente adotado por todos os partidos políticos menciona que a adenda se destina a ampliar o âmbito de proteção e proporcionar segurança jurídica, a fim de salvaguardar os melhores interesses das crianças. Além do fato de que as funções e poderes dos órgãos responsáveis pela execução dos procedimentos também devem obedecer a esse princípio.

Na hora de definir sua posição, Solomon Chertorivsky, deputado do Movimento Cidadão (MC), disse que o Censo de Habitação de Assistência Social de Inegi menciona que existem quase 900 casas para menores no país, que abrigam mais de 26.000 crianças e adolescentes.

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Ele também explicou que a maioria dos menores que chegam a essas instituições atende a diferentes tipos de violência: são abandonados ao nascer, órfãos, vítimas de violência, negligência ou abuso sexual, entre outros.

Nesse sentido, recordou-se que é tarefa do Estado mexicano promover o bem maior dos menores, com o qual, com esta reforma, que foi dirigida ao Senado da República para ratificação, espera-se garantir o direito pleno e efetivo do direito à família, além de evitando qualquer tipo de ambiente nocivo e violento contra ele setor da população. Por fim, deve-se notar que, uma vez que a iniciativa foi aprovada por unanimidade, espera-se que o mesmo aconteça na Câmara Alta.

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