
A ex-promotora de crimes de guerra Carla Del Ponte pediu ao Tribunal Penal Internacional (TPI) que emita rapidamente um mandado de prisão para o presidente russo, Vladimir Putin, por suas ações na Ucrânia.
“Putin é um criminoso de guerra”, disse Del Ponte, que ganhou destaque investigando crimes de guerra em Ruanda e na ex-Iugoslávia, em entrevista ao Le Temps, publicada no sábado.
A Suíça, de 75 anos, alegou que são necessários mandados de prisão internacionais contra Putin e outros altos funcionários russos para responsabilizá-los por crimes de guerra cometidos desde que Moscou lançou sua invasão em larga escala da Ucrânia em 24 de fevereiro.
Após pouco mais de cinco semanas de invasão, milhares de pessoas morreram e milhões foram deslocadas, enquanto partes da Ucrânia foram reduzidas a escombros.
Del Ponte, que também fez parte da comissão da ONU que investiga abusos de direitos na guerra síria há anos, ressaltou que a emissão de um mandado de prisão era um sinal importante “de que o trabalho investigativo foi feito”.

“É o único instrumento que existe que permite que o autor de um crime de guerra seja preso e levado perante o Tribunal Penal Internacional”, disse ele ao Le Temps.
Del Ponte reconheceu que um mandado de prisão não significa necessariamente que Putin será preso.
“Se você ficar na Rússia, não seria o caso. Mas seria impossível para ele deixar seu país, e seria um forte sinal de que ele tem muitos estados contra isso.”
O Procurador-Chefe do TPI, com sede em Haia, abriu uma investigação ativa em 3 de março sobre possíveis crimes de guerra na Ucrânia, depois de obter o apoio de mais de 40 estados que fazem parte do tribunal.
Del Ponte disse que sua experiência como procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia lhe deu esperança de que Putin, como o ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, poderia um dia ser preso e acusado de crimes de guerra.

E “também devemos encontrar provas incriminatórias contra funcionários políticos e militares de alto nível”, disse.
“A dificuldade está justamente em chegar ao topo da cadeia de comando para identificar quem planejou, ordenou e executou crimes de guerra.”
A Ucrânia não é signatária do tratado do Estatuto de Roma que estabelece o TPI, mas em 2014 reconheceu oficialmente a jurisdição do tribunal para crimes cometidos em seu território.
A Rússia retirou sua assinatura do Estatuto de Roma em 2016.
Por seu lado, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que os bombardeios e ataques indiscriminados da Rússia a áreas povoadas da Ucrânia geram “imensa preocupação” e podem equivaler a “crimes de guerra”.

“Ataques indiscriminados são proibidos pelo Direito Internacional Humanitário e podem resultar em crimes de guerra”, disse o ex-presidente chileno ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra, recorrendo à liberdade condicional por convenção, uma vez que as acusações devem, em princípio, ser decididas por um tribunal.
As forças armadas russas usaram bombas de fragmentação, proibidas pelo direito internacional, em pelo menos 24 ocasiões contra áreas povoadas da Ucrânia nas cinco semanas desde o início da guerra, disse ele.
(Com informações da AFP e da EFE)
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