
Elizabeth Pérez e Hector Chávez, ambos da bancada do PRD em San Lazaro, propuseram que o crime de “tentativa de feminicídio” fosse incluído no Código Penal Federal (CPF), isto com o objetivo de reconhecer o delito, tornar visível a vítima e garantir a reparação dos danos com a perspectiva de gênero.
Assim, no domingo, 27 de março, os porta-estandartes do Partido da Revolução Democrática (PRD) propuseram emendar os artigos 63 e 325 do CPF, pois buscam estabelecer que qualquer investigação do assassinato de uma mulher deve ser investigada, desde o início, como feminicídio, e é o Público Ministério (MP) que infere a existência de crime de gênero, a fim de continuar a investigação com essa perspectiva.

De acordo com a iniciativa apresentada pelo Sol Asteca na Câmara dos Deputados, para provar a tentativa de feminicídio, o dito da vítima, bem como a avaliação psicológica e de risco, serão considerados preponderantes. Presume-se que a tentativa de feminicídio ocorra quando os ferimentos intencionais infligidos a uma mulher tiverem algum precedente de violência em relação ao mesmo agressor.
Caso, após o processo de investigação, o agressor seja considerado culpado, além de receber a sanção definida por lei, o juiz também deve condená-lo a pagar indenização pelo dano em favor da vítima ou de seus sobreviventes.
Também sugere acrescentar que existem razões de gênero quando há histórico ou dados de qualquer tipo de violência na esfera digital, então a iniciativa enfatiza que o objetivo é forçar o Estado mexicano a aplicar os protocolos de violência de gênero e fornecer maior proteção à vítima.
Durante a declaração de motivos, foi mencionado que a inclusão da “tentativa de feminicídio” como crime punível pelo CPF não é ociosa, uma vez que “dadas as deficiências que o Estado mexicano teve no exercício de proteção real e efetiva às mulheres, bem como o aumento excessivo da comissão do crime de feminicídio, é necessário e sua implementação é essencial.”

Eles lembraram que a violência de gênero continua presente na república, já que o México totalizou 3.462 mulheres assassinadas de janeiro a novembro de 2021, das quais 992 eram feminicídios. Sob essa lógica, condenaram a indignação produzida por aqueles crimes que, não sendo investigados ou processados por feminicídio, permanecem na impunidade e opacidade da lei, pois na maioria dos casos o agressor ataca a vida das mulheres várias vezes até que elas a alcancem.
Por esse motivo, considera essencial tomar medidas adequadas para desmantelar a violência desde o primeiro momento em que ocorre e não permitir que ela continue progredindo até que se torne feminicídio. Finalmente, o documento foi enviado ao Comitê de Justiça, para parecer, e à Comissão de Igualdade de Gênero, para parecer.
Além disso, esses números são acompanhados por uma percepção significativa de insegurança entre a população feminina mexicana, uma vez que, de acordo com um estudo do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi), 70,3% das mulheres no país relataram sentir-se inseguras em suas cidades de residência.
De acordo com os dados fornecidos pelo relatório em 2021, os caixas eletrônicos nas vias públicas eram os locais onde a população em geral era mais insegura; no entanto, em todas as categorias a percepção de insegurança foi maior entre as mulheres.
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