
A seleção de Gabriel Boric para a embaixada vital do Chile em Buenos Aires abriu uma forte controvérsia em Santiago. Este não é um diplomata de carreira ou um político que ocupou um cargo importante representando o país no passado, mas uma das mais fervorosas líderes do Partido Comunista e líder sindical Bárbara Figueroa, que foi a primeira mulher a presidir a Confederação Unida dos Trabalhadores (CUT) no Chile.
Na tarde de segunda-feira, Boric pediu à embaixada em Buenos Aires que iniciasse o procedimento para o placet de Figueroa perante o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, de acordo com o jornal chileno La Tercera. O novo presidente espera que Figueroa esteja no cargo até 5 de abril, quando visitará a capital argentina em sua primeira viagem internacional após sua suposição em 11 de março.
O ex-candidato presidencial de direita e rival de Boric na última votação, José Antonio Kast, foi contundente ao rejeitar a nomeação: “É impossível para o governo ter nomeado Barbara Figueroa como embaixadora na Argentina. É um absurdo. Eles fazem isso para mudar o foco de atenção e depois vão dizer que nunca foi verdade”, escreveu em sua conta no Twitter.
“Uma nova designação que não é compreendida: Qual seria o argumento para Bárbara Figueroa, da CUT, ser embaixadora do Chile em um país-chave como a Argentina? Chega de improvisação e citação, por favor. RT para exigir que @gabrielboric corrija esse erro”, questionou o secretário-geral do RN e deputado, Diego Shchalpe, via Twitter.
O senador de direita Felipe Kast acusou que Boric “acaba de apituar Barbara Figueroa como embaixadora do Chile na Argentina. O Estado como agência de emprego e prêmio de consolação para amigos”. De fato, muitos nas redes sociais lembraram a Boric que ele havia se comprometido a não “apituar” (acomodar em cargos estaduais) qualquer pessoa que não tivesse as qualificações para o cargo.
Figueroa é lembrada por vários escândalos que gritou nos corredores do Congresso Nacional em que insultou e clamou pela renúncia de funcionários do governo.
Os candidatos mais fortes a assumir o cargo de embaixador na Argentina foram o ex-deputado e líder da Unir, Marcelo Díaz, que já havia passado pela legação diplomática em Buenos Aires e a diretora da Fundação Horizonte Ciudadano, Paulina Vodanovic, segundo o El Mercurio.
Mas Boric favoreceu o líder comunista, no que parece fazer parte do chamado “cuoteo” de entregar porções de poder aos diferentes aliados da coalizão que o levou ao governo.
Figueroa tornou-se oficial militar na Juventude Comunista aos 15 anos e, depois de se formar como professora de filosofia na Faculdade de Filosofia e Educação da Universidade Metropolitana de Ciências da Educação, ingressou no Colégio de Professores. Ele desempenhou um papel importante nas mobilizações estudantis de 2011, lideradas por Giorgio Jackson e Camila Vallejo, à medida que os líderes estudantis assumiam tarefas de coordenação.
Em 2012 tornou-se a primeira mulher presidente da CUT, cargo que perdeu nas eleições de setembro do ano passado, pelas mãos da socialista Silvia Silva.
Quem saiu em defesa da nomeação foi o presidente do Partido Comunista Chileno, Guillermo Teillier, que garantiu a La Tercera que “ela merece, tem todas as capacidades e contribuirá para a relação entre Chile e Argentina”.
Boric disse que aspira a reconstruir o vínculo com o governo de Alberto Fernández após a frieza com que a relação bilateral foi mantida durante o governo de Sebastián Piñera.
Outros embaixadores
O governo bórico também nomeou outros embaixadores com menos controvérsia. A ex-pré-candidata presidencial do Partido Socialista (PS), Paula Narváez, foi nomeada para a Organização das Nações Unidas (ONU). Claudia Fuentes será a representante do Chile nas Organizações Internacionais sediadas em Genebra, Sebastian Kraljevich na Organização dos Estados Americanos e Francisco Saffie na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sediada em Paris.
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