
A médica de Harvard Laurie Ann Ximénez-Fyvie mais uma vez atacou a Chefe de Governo da Cidade do México (CDMX) Claudia Sheinbaum para aprimorar a estratégia de vacinação contra a COVID-19 na capital.
Por meio de sua conta no Twitter, a especialista acusou a presidente de “construir uma realidade alternativa” do cenário epidemiológico em conjunto com Zoé Robledo, diretora do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS).
Isto, depois de o Morenista ter agradecido — através da mesma plataforma — ao chefe e aos quadros do Instituto, pela presença e trabalho nos “momentos mais difíceis da pandemia”, bem como nos “mais intensos” dias de vacinação: “A nossa eterna gratidão”, publicou o responsável.

No entanto, o autor do livro “Dano Irreparável” contrariou Sheinbaum ao afirmar que as ações do IMSS “foram atrozes” porque 50.5% dos pacientes hospitalizados da Covid morreram, de acordo com uma tabela da taxa de letalidade em diferentes setores da saúde.
Ou seja, o Instituto Mexicano seria o com mais mortes durante a contingência sanitária, seguido pelo Instituto de Seguridade Social e Serviços para Trabalhadores do Estado (ISSTE), com 40,2%; o Ministério da Saúde, com 40%; a Secretaria da Marinha, com 36,5%; Petroleos Mexicanos ( Pemex), com 35,5%, o Ministério da Defesa (Sedena), com 34 por cento, e o setor privado, com 18,7 por cento.
Além disso, o médico acrescentou que o IMSS relatou a morte de 91,2% dos pacientes intubados, tornando-o o único setor que excede a linha de 90%, independentemente do estado de intubação em que as vítimas estavam.
“No CDMX, 1 em cada 2 pacientes com COVID-19 hospitalizados no IMSS (intubados e não) e 9 em cada 10 pacientes intubados morreram. Pense nesses números”, disse.

O Ministério da Saúde (SSA) informou que o mapa epidemiológico será repintado de verde para todos os estados da República Mexicana pela primeira vez tempo até agora na pandemia de COVID-19.
A última entidade vermelha (maior risco) foi Aguascalientes há dois meses, sendo a única a retornar a esse nível após cinco meses de estabilidade.
Desta forma, confirma-se oficialmente o fim da “quarta onda” de contágio, desencadeada no início de 2022 e caracterizada pela predominância da variante Ómicron.
Ressalte-se que isso daria seguimento às medidas que várias demarcações optaram pela retirada em casos, como retorno total às atividades ou uso opcional de máscaras faciais em espaços abertos. Apesar disso, as autoridades de saúde enfatizaram a importância de não baixar a guarda e ser vacinado com a dose de reforço diante de um possível aumento.
Para o corte de 18 de março, a SSa relatou 4.860 novas infecções e 125 mortes resultantes da COVID-19. Enquanto isso, há uma estimativa de 15.498 ativos em toda a República, com Baja California Sur, Aguascalientes, Cidade do México, Tlaxcala e Colima tendo os números mais altos.
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