Alemanha busca uma “terceira via” para fornecer tanques para a Ucrânia

Em meio a críticas ao chanceler Olaf Scholz por sua gestão em tempo de guerra, o país tenta encontrar uma fórmula para lidar com as demandas de Kiev por armas pesadas

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German Chancellor Olaf Scholz makes
German Chancellor Olaf Scholz makes a statement after talks with European leaders and U.S. President Joe Biden, in Berlin, Germany, April 19, 2022. REUTERS/Lisi Niesner/Pool

A Alemanha está buscando fórmulas, via países terceiros, para lidar com as demandas por armas pesadas urgentemente necessárias a Kiev, em meio a críticas internas e externas ao ministro das Relações Exteriores, Olaf Scholz, por sua administração diante da guerra ucraniana.

Até agora, Berlim insistia que não poderia abastecer a Ucrânia com os veículos blindados necessários, nem com o imediatismo preciso, uma vez que o próprio Bundeswehr (Exército Federal) não tem reservas. “Fazer isso não seria capaz de garantir sua operabilidade ou responder aos seus compromissos defensivos com a OTAN”, disse ainda hoje a ministra da Defesa, Christine Lambrecht.

Poucas horas depois de fazer essas reivindicações ao canal de televisão ntv, o chefe da Defesa, do Partido Social Democrata (SPD) de Scholz, apareceu novamente para apontar para uma troca através de um terceiro parceiro como forma de resolver o dilema.

A ideia é que aquele país — presumivelmente a Eslovénia — entregue armas de fabricação soviética a Kiev e que Berlim, por sua vez, empreste aquele país dos tanques “Marder” ou “Fuchs” da Aliança Atlântica produzidos na Alemanha a esse país.

Lambrecht chamou essa variante de “troca”, que agilizará as entregas, fortalecerá a Ucrânia diante da ofensiva russa e, além disso, não enfraquecerá a capacidade defensiva da OTAN.

A Ucrânia vinha exigindo muito mais da Alemanha do que os suprimentos puramente defensivos que Berlim, como outros aliados da OTAN, entregou até agora. Enquanto Scholz se escondia na escassez de recursos em seu exército, seus parceiros de governo, os Verdes e Liberais, insistiram que Kiev não pode esperar.

Especialmente duras foram as declarações do deputado verde Anton Hofreiter, presidente do comitê estrangeiro, e da liberal Marie Agnes Strack-Zimmer, presidente do Departamento de Defesa, retornando de uma viagem a Kiev, censurando Scholz por sua inação.

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O problema “está no Ministério das Relações Exteriores”, disse Hofreiter, segundo o qual não há razão para impedir tais suprimentos. Scholz deve “quebrar seu silêncio” e explicar “de uma só vez” o que está disposto a fazer, acrescentou o deputado liberal.

Uma chancelaria letárgica

Além das censuras destes dois deputados das fileiras da coligação estavam as posições conhecidas dos dois ministros mais proeminentes entre os Verdes — a ministra dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, e a da Economia, Robert Habeck, com o posto de vice-chanceler.

Habeck vinha defendendo o fornecimento de armas à Ucrânia desde antes de entrar no governo, contra as posições da ala mais eco-pacifista de seu partido; Baerbock vinha apostando no caminho crítico em direção a Moscou também desde seu tempo na oposição.

Ambos os ministros verdes tiveram suas posições ratificadas o mais tardar no início da invasão russa da Ucrânia. Na esteira da agressão, Scholz anunciou uma mudança radical na política de defesa - com um programa de investimento de 100 bilhões de euros para atualizar o Bundeswehr e uma ajuda militar de 1 bilhão à Ucrânia. Mas não chegou a traduzir esses planos em realidade.

As críticas a Scholz das fileiras se transformaram em ataques furiosos da oposição conservadora, que não perde a oportunidade de recordar diariamente a relação de “cumplicidade” entre o Partido Social-Democrata do Ministro das Relações Exteriores (SPD) e a Rússia do presidente Vladimir Putin.

Não só estão atacando a lentidão de Scholz, mas também a dependência energética herdada do acordo entre o ex-chanceler social-democrata Gerhard Schröder e Putin. O gasoduto Nord Stream, a chave para essa dependência, surgiu em 2005 a partir da relação de amizade ou aliança de interesses.

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A conservadora União Democrata-Cristã (CDU) é cautelosa lá. Não só porque a dependência foi amplificada nos 16 anos de Angela Merkel no poder, mas também porque tanto ou mais amigo de Putin do que Schröder foram os sucessivos líderes da sua geminada União Social-Cristã Bávara (CSU), que durante anos prestaram a mesma devoção ao líder do Kremlin que o O ultraconservador húngaro Viktor Orbán.

Pressão báltica e polonesa

“Para a Alemanha, não há tabus nos suprimentos para a Ucrânia”, disse hoje Baerbock da Estônia, a segunda estação de sua turnê pelos Bálticos. A visita do ministro das Relações Exteriores parece ser o resultado de uma tentativa de acalmar os ânimos diante desses aliados da OTAN e da UE que, como a Polônia, representam apoio incondicional à Ucrânia.

De Varsóvia, o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki indicou sua vontade de “entrar em contato” com Scholz para “explicar-lhe” a necessidade de uma rápida virada para sua política de Defesa, dadas as evidências, disse ele, de que a Ucrânia não pode esperar.

(Com informações da EFE)

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