Embaixadores da ONU falaram sobre a implementação do acordo de paz no governo de Duque

Ao destacarem a participação política e o investimento que vem sendo feito no processo para continuar sua implementação, alertaram para a onda de violência que está tirando a vida de ex-milicianos sujeitos ao acordo.

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En la imagen, el presidente
En la imagen, el presidente de Colombia, Iván Duque. EFE/Mauricio Dueñas Castañeda/Archivo

Após o discurso do presidente Iván Duque ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, alguns embaixadores na ONU expressaram suas opiniões sobre a implementação do acordo de paz que ele teve no atual mandato colombiano.

A embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, destacou o apoio econômico dado ao acordo de paz, e também apontou o território nacional como um exemplo para o acompanhamento que teve com os migrantes venezuelanos.

Em nome da China, o embaixador Zhang Jun destacou o processo como um modelo para a desescalada de conflitos a nível global; embora tenha apontado que deveria haver maior velocidade em termos de substituição de culturas ilícitas e reformas para o desenvolvimento agrícola.

Outro comentário que destacou positivamente a participação do acordo de paz nas eleições deste ano foi o embaixador do Reino Unido, Tariq Ahmad, mas ele também reconheceu uma preocupação com o aumento dos homicídios de líderes sociais, camponeses e indígenas que o país está tendo.

Por sua vez, o embaixador da Rússia, Vasili Nebenzia, que foi interrogado por suas intervenções na invasão da Ucrânia, observou que a Colômbia está mostrando um aumento da violência refletida nos assassinatos direcionados: “O governo não é capaz de garantir a segurança física dos participantes do acordo. Existem lacunas na autoridade estadual nas áreas rurais. Existem grandes falhas.”

Enquanto isso, ele observou que a implementação do acordo no país está progredindo, mas observou um aumento preocupante da violência em comunidades vulneráveis.

Sobre a operação em Putumayo, que levantou suspeitas sobre uma violação dos Direitos Humanos Internacionais, a ONU disse: “O departamento de Putumayo foi igualmente afetado pela violência nas últimas semanas. Enfatizo a importância de uma investigação minuciosa pelas autoridades competentes sobre as mortes relatadas de onze pessoas, incluindo líderes indígenas e comunitários, no contexto de uma operação militar contra membros de um grupo armado ilegal em Puerto Leguizamo”.

Presidente Duque pede que a Missão de Verificação da ONU estenda seu mandato por 12 anos

Falando à Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas (ONU), o presidente Iván Duque solicitou que a Missão de Verificação das Nações Unidas continuasse a ser o garante da implementação do Acordo de Paz por mais 12 anos. O presidente garantiu que esse é um dos instrumentos mais importantes do processo e já está intimamente ligado a ele.

“Não olhe para nós como se estivesse auditando o processo de paz colombiano. Não sinta que você faz parte do processo de paz colombiano e sinta que tudo o que é feito corretamente pode se tornar uma referência, um modelo para o resto do mundo, e essa é outra contribuição que você pode dar para melhorar outros processos”, disse Duque.

O mandato desta fiscalização foi prorrogado até 31 de outubro de 2022, no entanto, o Governo solicitou que a missão fosse prorrogada por 12 anos porque esse é o tempo em que está prevista a conclusão da implementação do Acordo Final de Paz. O Governo solicitou a interseção da entidade no processo, e é por isso que agora é o mesmo solicitando a expansão do período.

Recorde-se que, no ano passado, a Secretaria-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) autorizou a prorrogação da operação de sua Missão de Apoio ao Processo de Paz (MAPP/OEA). Esta unidade já tem 17 anos de experiência na Colômbia. Atualmente, possui 18 escritórios regionais implantados permanentemente, principalmente em áreas rurais e isoladas do país.

Essa extensão do período de trabalho do MAPP é argumentada pelo fato de que tanto o governo colombiano quanto a OEA estão convencidos de que a cooperação regional é indispensável para a construção da paz. Nesta fase, está previsto que o grupo continue monitorando o progresso feito no Acordo de Paz.

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