A Argentina tem o maior número de pesquisadores científicos per capita da América Latina: “Temos desenvolvimentos de alto nível que estamos exportando”

Isso foi afirmado em diálogo com o Infobae Daniel Filmus, Ministro da Ciência e Tecnologia, por ocasião do Dia do Pesquisador Científico. De acordo com o portfólio nacional, existem mais de três cientistas para cada mil pessoas economicamente ativas

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Fotografía de archivo de un
Fotografía de archivo de un investigador trabajando en un laboratorio. EFE/ André Coelho

“Os principais atores no processo de melhoria da produtividade e competitividade de um país são os cientistas”, disse Daniel Filmus em um diálogo com a Infobae. Por ocasião do Dia do Pesquisador Científico, o Ministério da Ciência e Tecnologia destacou que a Argentina tem o maior número de pesquisadores científicos per capita da América Latina, com 3,18 por mil pessoas economicamente ativas. “Temos desenvolvimentos argentinos de nível muito alto que estamos exportando hoje”, ressaltou o ministro.

Todo dia 10 de abril é o Dia do Pesquisador Científico e, além disso, o Dia da Ciência e Tecnologia. Esta data foi escolhida como homenagem ao Dr. Bernardo Houssay (1887-1971), que foi o primeiro Prêmio Nobel da América Latina em ciência por seu trabalho na associação do diabetes com a glândula pituitária. Um avanço que revolucionou o tratamento desta doença. No entanto, isso não foi tudo, pois também foi a força motriz por trás da criação do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

Argentina: o país com mais pesquisadores científicos por mil PEA

Em 2020, conforme observado pelo MinCyT, 90.397 pessoas dedicadas à pesquisa foram registradas, incluindo não apenas pesquisadores, mas também bolsistas de todos os níveis de profissionalização da carreira. Desse número, 21.850 pertencem ao CONICET, enquanto os 68.547 restantes compreendem outras entidades públicas e privadas, incluindo universidades, comissões nacionais (CONAE, CONEA, entre outras) e institutos (como INTI e INTA), bem como empresas e organizações.

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Como explicaram no portfólio científico nacional, a Argentina está na vanguarda da América Latina em termos de número de cientistas. “Para fazer a comparação internacional, o indicador usado são os pesquisadores expressos em tempo integral equivalente a cada 1.000 membros da população economicamente ativa (EAP)”, disseram. De acordo com estimativas do MinCyT, em 2020 havia 1992 pessoas investigadas por milhão de habitantes.

Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia, no que diz respeito aos recursos humanos científicos, afirmou que na Argentina existem 3,18 pessoas que pesquisam para cada mil PEA. É seguido pelo Brasil (com 1,68 pesquisadores por mil pessoas economicamente ativas), Uruguai (1,41) e Chile (1,01). Embora, no que diz respeito ao mundo, ainda esteja abaixo da Espanha (com 6,25 pesquisadores por mil habitantes economicamente ativos), Canadá (com 8,4), Estados Unidos (com 9,51) e Portugal (com 9,55). Existem até nações que têm mais de 10 cientistas para cada SAP, como Alemanha, França ou Coréia do Sul.

De acordo com dados emitidos pelo portfólio nacional de Ciência e Tecnologia, no principal órgão nacional de pesquisa, o CONICET, 23.264 pesquisadores foram registrados em abril de 2022, dos quais 11.876 são bolsistas. Do total, 5.835 (25%) atuam em Ciências Agrárias, de Engenharia e dos Materiais; 6.195 (26%) em Ciências Biológicas e da Saúde; 4.860 (20%) em Ciências Exatas e Naturais; 5.790 (24,8%) em Ciências Sociais e Humanas; e 584 (2,5%) em Tecnologia. Claro, 53% são pesquisadores e 60% são bolsistas, respectivamente.

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As enormes respostas que os cientistas deram no contexto da crise do COVID-19, por exemplo, são um reflexo claro do processo de melhoria da produtividade e da competitividade”, disse Filmus em diálogo com a Infobae. Ao mesmo tempo, ele garantiu que “temos desenvolvimentos argentinos de nível muito alto que estamos exportando hoje, e isso poderia ser feito porque há uma ciência básica na Argentina, o que é muito bom”.

O funcionário nacional também disse: “Estou muito orgulhoso de nossos cientistas argentinos, seu trabalho, seu compromisso e sua adaptabilidade. Neste dia, espero que, como Ministério e como sociedade, tenhamos a capacidade de despertar vocações iniciais na ciência. Nosso objetivo é tornar a ciência na moda, e espero que nunca a percamos de vista. Temos que nos orgulhar dessas conquistas, e é por isso que neste dia, a todos os pesquisadores do país, agradeço a todos os pesquisadores do país.”

8 arquivos de pesquisadores científicos desaparecidos foram reconstruídos pelo CONICET

Em 24 de março, como parte do Dia Nacional da Memória da Verdade e da Justiça, o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET) reconstruiu, pela primeira vez, a história e as informações dos arquivos de oito membros da agência vítimas de terrorismo de Estado, que foram entregues a parentes e parentes.

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O evento contou com a presença do Presidente da Nação, Alberto Fernández; do Ministro da Ciência e Tecnologia, Daniel Filmus; e Horacio Pietragalla Corti, chefe da Secretaria de Direitos Humanos; além de membros do Conselho da CONICET, ministros e ministros nacionais, diretores da CONICET de todo o país, autoridades e representantes de universidades nacionais e organizações de ciência e tecnologia, e referentes de direitos humanos.

Os 8 cientistas que tiveram seus arquivos reconstruídos foram: Dante Guede, membro da Carreira de Pessoal de Apoio (CPA) no Instituto Argentino de Radioastronomia (IAR); Alicia Cardoso, CPA do Instituto de Astronomia e Física Espacial (IAFE); Liliana Galletti, bolsista da Faculdade de Humanidades da Universidad Nacional de La Plata (UNLP); Mario Oreste Galuppo, bolsista da Universidade Tecnológica Nacional (UTN) Rosario; Federico Gerardo Ludden, membro da Faculdade de Ciências Exatas da UNLP; Martín Toursarkissian, pesquisador do Museu Argentino de Natural Ciências “Bernardino Rivadavia” (MACN); Manuel Ramón Saavedra, bibliotecário do MACN; e Roberto Luis López Avramo, CPA no Instituto de Oncologia “Ángel H. Roffo”.

No relatório técnico apresentado pelo Comitê de Memória da CONICET, foram feitas revisões de todas as resoluções da Agência entre 1976 e 1983, e foram reconhecidos aqueles “demitidos, exilados, dispensados e que foram impedidos de continuar suas investigações pelo governo militar”.

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