Governo estuda excluindo frete em mais de 300 produtos para tentar controlar a inflação

Também está sendo considerado estender a exclusão da tarifa sobre importação de trigo por mais dois anos após sua adoção em 2020.

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A situação econômica global causou um aumento nos preços dos produtos importados, insumos, matérias-primas e outros que acabam afetando os bolsos dos cidadãos e a produção local. Diante dessa situação, o governo excluiu alguns setores das tarifas e agora está considerando fazê-lo para 327 outros, incluindo trigo.

De acordo com o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo, esta foi a recomendação feita pela Comissão de Assuntos Aduaneiros, Tarifários e de Comércio Exterior (Triple A) e um primeiro projeto de decreto já foi publicado para excluir o valor dos encargos de frete e encargos associados a isso quantidade de bens, a partir da base tributável sobre a qual são liquidados impostos aduaneiros (tarifa mais IVA).

Inicialmente, propõe-se excluir os encargos de frete por um período de 6 meses, com a possibilidade de prorrogá-lo por mais 6 meses, de acordo com as recomendações feitas após o primeiro período pelo Comitê Triplo A.

“Atualmente, a base tributável sobre a qual esses impostos são calculados é o valor CIF do produto importado, que é igual ao valor FOB+frete+seguro. Nesta base, tarifas e IVA são cobrados, então a recomendação reduziria a base tributável para evitar a transferência do aumento das taxas de frete internacionais para operadores econômicos, produtores e consumidores”, disse o MinCIT.

Em termos práticos, busca gerar alívio nos custos de produção e alguns bens finais, que foram impactados pelos altos preços das matérias-primas e pelos custos internacionais de transporte de mercadorias importadas.

A medida prevê abrigar vários produtos, como fertilizantes e fertilizantes, necessários para a produção de alimentos no país e comprados no mercado externo. Da mesma forma, alguns alimentos e produtos finais que fazem parte da cesta básica estão incluídos.

Entre eles, como citado pelo jornal El Tiempo, incluem carne bovina, suína, bacon, fígado bovino, leite em pó, queijos, laticínios e soro de leite, bulbos, cebolas, tubérculos, cebolas longas, cebolas vermelhas, grão de bico, óleos comestíveis, salsichas, presunto, cereais e essências.

Também são adicionados a esses itens para higiene corporal, confeitos, sabonetes, detergentes, peles de animais, papel higiênico, toalhetes de maquiagem, absorventes higiênicos, tampões, água micelar, refrigerantes e fórmulas não lácteas para crianças ou leite para bezerros, entre outros.

A possibilidade de adotar tal medida também se baseia em uma decisão da Comunidade Andina (CAN) que, em 16 de março, permitiu que os países membros reduzissem temporariamente uma certa porcentagem de transporte e custos conexos de mercadorias importadas, que fazem parte do valor aduaneiro das mercadorias.

“Juntamente com as carteiras da Agricultura e do Tesouro, estamos constantemente avaliando medidas para aliviar o impacto nos bolsos dos colombianos devido ao aumento dos preços, em grande parte causado pelas circunstâncias mundiais”, explicou a ministra do Comércio, Indústria e Turismo, María Ximena Lombana Villalba.

O responsável disse que essa recomendação já é endossada pelo Conselho Superior de Política Fiscal (Confis), que preside o Ministério da Fazenda, porque envolve custos fiscais. Com base nessa aprovação, foi elaborado o projeto de decreto publicado para comentário público.

Em 25 de junho, expira o decreto que excluiu o trigo do frete em 2020. O Comitê Triplo A recomendou estender esta medida por mais dois anos devido às pressões inflacionárias da cesta básica que surgiu ao longo do ano e pode ser complicada pela guerra, um mês atrás, na Ucrânia.

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