Jovem colombiana que havia sido sequestrada no México voltou para sua casa em Valle del Cauca

No momento, a família não forneceu detalhes sobre a libertação da mulher, embora tenham confirmado que ela está sã e salva

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Pouco mais de um mês após seu desaparecimento no México, Mary Elena Jurado, uma menina colombiana de 22 anos, voltou para casa, anunciou sua família. Seus pais disseram na época que em 27 de fevereiro haviam perdido a comunicação com a jovem. Sem ideia de seu paradeiro, a família finalmente recebeu a notícia de que a mulher havia sido sequestrada pela organização criminosa San Nicolás de Tolentino. Por meio de uma ligação, os captores exigiram US$ 5 mil por sua libertação, dos quais a família conseguiu enviar US$ 2.500.

“Graças a Deus ele está seguro com sua família. Ela vai gradualmente se recuperar daquele trauma que experimentou sem saber sobre sua família, trancada por mais de um mês. A família dará detalhes mais tarde”, relatou Millerlad Sanabria, amiga de seus pais, que confirmou que Mary Elena voltou para sua casa localizada no município de Genebra, Valle del Cauca.

Jurado chegou ao México depois de receber uma proposta de trabalho que, aparentemente, melhoraria consideravelmente suas condições econômicas. O namorado dela, contou à família em depoimentos coletados pela Blu Radio, estava lá há oito meses, então ele a apoiou para sair.

O homem também perdeu o rastro da mulher quando ela chegou ao México. De acordo com informações daquela estação, o homem o havia ajudado a conseguir um emprego como colecionador 'gota a gota'. “Pensamos que eles ficariam juntos, mas acontece que quando lhe deram o emprego a deixaram a duas horas de onde estava o namorado”, disse Mesías Jurado, pai de Mary Elena.

De acordo com o que o casal da mulher então desaparecida relatou, durante os primeiros 15 dias de permanência da mulher no México, ela estava em Valle de Bravo, cidade localizada a 140 quilômetros da Cidade do México.

“Estávamos sempre em contato com ela via celular. 18 de fevereiro foi a última conversa, quando ele nos disse que iria visitar Colorines, uma cidade localizada no sudoeste do estado do México. Desde então, não tivemos notícias dela”, revelou seu pai para a Caracol Radio. O homem já havia solicitado ajuda do Governo Municipal de Genebra e da Chancelaria para avançar na busca.

Não só os parentes tiveram que passar pela angústia do sequestro, mas também temiam pela vida da mulher quando o grupo criminoso que a segurava lhes enviou a foto de um corpo coberto com um lençol. Naquela época, o pai de Mary disse: “Essa foto não se parece com ela, suas mãos parecem muito grandes e estão cobertas, você não vê os braços dela, você só vê o rosto dela”.

“Na terça-feira, 22 de fevereiro, seu chefe me ligou, contando o que havia acontecido com minha filha, que havia sido sequestrada por um grupo subversivo fora da lei, no estado de Valle Bravo, San Nicolás de Tolentino (...) No sábado, 26 de fevereiro, o comandante que tem nossa filha sequestrada no momento ligou para minha esposa dizendo a ela para, por favor, remover todas as fotos e vídeos que estavam nas redes sociais na Cidade do México, o que para o bem-estar de nossa filha”, disse ele à Rádio RCN.

“Removemos as fotografias, tudo o que foi carregado nas redes sociais. Então eles nos ligaram e nos pediram uma quantia em dinheiro de 5.000 dólares e porque não temos essa quantia (...) Fizemos isso por meio de um processo virtual na Embaixada da Colômbia que está no México e aqui, em La Personería, eles também colaboraram conosco, mas até agora não temos notícias de nada”, acrescentou ao Noticias RCN.

Por enquanto, nenhum detalhe foi dado sobre a libertação das mulheres, mas foi detalhado que ela está sã e salva.

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