A verdade sobre o “cão lobo” descoberto em Antioquia

O milho tem a certeza de que o animal é um perigo biológico e um potencial invasivo, que pode colocar em risco espécies nativas, fauna doméstica e civis

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Durante semanas, no município de Rionegro, em Antioquia, houve um choque com a descoberta de um animal confuso. Embora para alguns fosse um cachorro, para outros parecia ser um lobo. Após um estudo genético, soube-se que se trata de um cruzamento entre os dois animais. Foi no dia 22 de fevereiro quando, na companhia da Polícia e do Gabinete de Supervisão, o Grupo de Florestas e Biodiversidade Cornare coletou as respectivas amostras biológicas para determinar a categorização do canino suspeito.

“Amostramos as células da bochecha da boca do animal para a extração do material genético, ele foi enviado em cadeia de custódia e atendendo aos requisitos técnicos dos laboratórios. Com base nos resultados, decidimos que há necessidade de uma postura conjunta de todas as entidades e criar um comitê que represente os tomadores de decisão e que avalie possíveis medidas de gestão”, explicou David Echeverri López, Coordenador do Grupo de Florestas e Biodiversidade Cornare, em torno fevereiro.

Com a descoberta de que o animal é um híbrido entre cão e lobo, as entidades que cuidarão dele entram no tópico da conversa, pois, deve-se ter em mente que, com as duas espécies dentro, não pode ser considerado 100% doméstico ou totalmente selvagem. As organizações para trabalhar no caso são Cornare, a Administração Municipal e a Polícia Nacional. O animal foi descoberto em uma fazenda em Rionegro, lá foi considerado animal de estimação.

“Além disso, concluiu-se que as investigações continuarão a fim de determinar se há méritos para a imposição de medidas sancionatórias e os competentes para fazê-lo”, disse Cornare. Segundo o dono do animal, era um cão checoslovaco que havia entrado legalmente no país. O animal, diz aquele que o tinha em sua casa, chegou até à Colômbia em um voo comercial.

“Esse tem sido um processo resultante da irresponsabilidade de um cidadão, do qual já é possível estabelecer que ele trouxe um híbrido e que não consegue determinar como ele entrou no país. Mas além de estabelecer esse tipo de responsabilidade, o que nos compromete a todos hoje é o bem-estar do animal (...) Acreditamos que este é um risco biológico e potencial invasivo, que pode colocar em risco espécies nativas, fauna doméstica e a população civil, e que servirá de rota para casos futuros em outras regiões do país”, disse o observador cidadão da Rionegro, Carlos Osorno Uribe.

Conforme explicado por David Echeverri, biólogo da corporação autônoma Cornare, devemos esperar para ouvir a decisão do Gabinete do Prefeito de Rionegro e da Polícia para determinar o procedimento a seguir agora com o animal. “É um animal que não pode fazer parte de um programa de reabilitação para retornar à vida selvagem porque se torna um risco genético para as populações de lobos selvagens, então nunca pode ser liberado”, disse.

Segundo informações da mídia local, o animal foi trazido dos Estados Unidos há 7 anos e batizado por sua família adotiva como Winter (inverno, em espanhol). O proprietário insiste que é uma espécie doméstica. A fazenda onde o animal chegou está localizada na aldeia El Tablazo, localizada perto do Aeroporto José María Córdova, em Rionegro.

No final de dezembro do ano passado, foi uma fundação animalista que fez a denúncia. Em um vídeo, o animal foi visto, uivando, amarrado no pescoço com uma corrente. “Esta é a dor de um animal selvagem, que sempre viveu em liberdade (...) depois de ser comercializado, foi trazido para a Colômbia e está localizado no município de Rionegro Antioquia vereda el Tablazo. A comunidade animalista em Antioquia e em todo o mundo está indignada com a persistência dos seres humanos em escravizar qualquer espécie que existe. Essas correntes aumentam a dor do abuso e da solidão, sabendo que ele perdeu a liberdade e ainda mais de compartilhar sua matilha, pois sabemos que o lobo é um ser monogâmico e altamente apegado à sua família, porque o defende até a morte”, lê-se na denúncia.

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