
A Agência de Avaliação e Controle Ambiental (OEFA) informou que impôs uma quinta penalidade à Refineria La Pampilla S.A.A. da Repsol no valor de 100 UIT, o que equivale a S/460 mil soles. Isso se deve ao segundo derramamento de óleo, em 25 de janeiro de 2022.
A razão específica da medida deve-se à contenção e recuperação do hidrocarboneto deste segundo derramamento de óleo e ao não cumprimento de cinco medidas administrativas não cumpridas pela Repsol, do total de 14 que lhe foram impostas:
1. Identificação das áreas afetadas pelo derramamento.
2. Limpando as áreas afetadas.
3. Contenção e recuperação de hidrocarbonetos.
4. Contenção, recuperação e limpeza de hidrocarbonetos em áreas naturais protegidas.
5. Contenção e recuperação de hidrocarbonetos do segundo derramamento de óleo, ocorrido em 25 de janeiro de 2022.
Por esse motivo, até agora a OEFA impôs cinco multas totalizando S/2.300.000 soles, quatro dos quais já foram pagos.
SANCIONAR PROCESSOS ADMINISTRATIVOS APLICADOS ATÉ AGORA
Até agora, a OEFA, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, iniciou cinco processos administrativos sancionatórios no total contra a refinaria La Pampilla S.A.A., da Repsol. As multas excederiam S/92 milhões de soles, por infrações:
1. Não cumprimento da medida administrativa para identificar áreas afetadas pelo derramamento, cuja multa vai até 4000 UIT (18 milhões 400 mil soles).
2. Incumprimento da medida administrativa de limpeza de todas as áreas afetadas, cuja multa vai até 4000 UIT (18 milhões 400 mil soles); e incumprimento da medida administrativa de contenção e recuperação de hidrocarbonetos, cuja multa vai até 4000 UIT (18 milhões 400 mil soles).
3. Suposta apresentação de informações falsas no Relatório de Emergência Ambiental, cuja multa vai até 1000 UIT (4 milhões 600 mil soles).
4. Não cumprimento da medida administrativa de contenção, recuperação e limpeza da Baía das Áreas Naturais Protegidas e outras áreas marinhas, cuja multa vai até 4000 UIT (18 milhões 400 mil soles).
5. Incumprimento da medida administrativa de contenção e recuperação de hidrocarbonetos do segundo derramamento de óleo, ocorrida em 25 de janeiro de 2022, cuja multa vai até 4000 UIT (18 milhões 400 mil soles).
REPSOL NEGA SER RESPONSÁVEL POR DESASTRES ECOLÓGICOS
A multinacional espanhola enfrentou as acusações que vem recebendo e alegou que não foi responsável pelo derramamento de óleo que acabou sendo um desastre ecológico na costa peruana.
Em entrevista à RPP, o diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Repsol Perú, Tine van den Wall Bake Rodríguez, disse que os danos teriam ocorrido devido à falta de alerta de tsunami, após a explosão do vulcão Tonga.
A VERSÃO REPSOL
A porta-voz da Repsol evitou responder diretamente a quem seria o responsável e por isso enfatizou em mais de uma ocasião contar os fatos para que a pergunta “Quem é o responsável” seja respondida?
Ele começou narrando que em 15 de janeiro houve a explosão do vulcão Tonga e que não havia alerta de tsunami no Perú.
“Ligamos proativamente para a Marinha pedindo qualquer alerta de tsunami, mas eles nos disseram que não havia”, disse Tine Van Den.
Ele acrescentou o seguinte: “Às 14h46 fizemos a ligação e assim prosseguimos com a descarga e às 17h18 chega essa ondulação anômala, o navio veio com mais de 986 mil barris e já tínhamos descarregado alguns”, disse.
Foi depois das 5 da tarde que o derramamento ocorreu devido às ondas fortes. “As pontas de estibordo foram quebradas e os protocolos e o plano de contingência foram aplicados imediatamente. Convocamos mergulhadores e pessoal qualificado para supervisionar a área.”
Quando perguntada se tudo isso foi informado a tempo às autoridades competentes, ela sustentou que sim e que até mesmo membros da Marinha peruana chegaram ao local onde ocorreram os danos.
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