
Será o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que decidirá se o candidato presidencial da equipe colombiana, Federico Gutiérrez, pode aparecer sob seu apelido 'Fico' na carta da primeira rodada. Isso foi solicitado pelo próprio Registro Nacional de Estado Civil quando consultou aquele órgão eleitoral se tal procedimento é permitido.
O pedido foi feito após esta terça-feira, 29 de março, serem conhecidas as posições que os diferentes candidatos ocuparão no cartão que os colombianos depositarão nas urnas de 29 de maio.
O documento, divulgado pelo secretário, mostra que o candidato de centro-direita aparece como 'Fico Gutiérrez' e não pelo seu nome completo, situação que não passou despercebida por vários cidadãos, que pediram explicações à entidade liderada pelo registrador Alexander Vega.

Por esse motivo, o secretário do delegado eleitoral, Nicolás Farfan, enviou um documento à CNE pedindo que ele esclarecesse vários aspectos relacionados aos nomes, fotos e outras informações que os cidadãos verão ao votar no primeiro turno.
Por outro lado, Farfan também solicita que a entidade esclareça a seguinte pergunta: “Os candidatos devem ser identificados com todos os seus nomes e sobrenomes? Ou, como eles solicitaram, eles podem escolher se aparecem apenas com alguns de seus nomes e/ou sobrenomes?”
Deve-se lembrar que esse apelido era o mesmo apelido que o ex-prefeito paisa usou no cartão da consulta da equipe para a Colômbia, na qual ele foi o vencedor. Nessa ocasião, o Gabinete do Secretário pronunciou-se sobre o assunto e assegurou que “à vontade do candidato Federico Gutiérrez, a partir da consulta interpartidária solicitou que aparecesse no cartão eleitoral como Fico e não como Federico, o mesmo pedido feito para o cartão presidencial”.
Agora, será a própria Sala Plenária do CNE que decidirá se haverá mudanças no cartão que eles lançaram nesta semana. Nesse caso, o candidato não aparecerá mais como Fico, mas com seu nome verdadeiro, Federico Gutiérrez. Por enquanto, a autoridade eleitoral anunciou que recebeu o pedido e disse que nos próximos dias divulgará uma resposta à denúncia.
Além disso, o próprio Gutiérrez falou sobre isso e explicou as razões pelas quais está registrado no cartão com o apelido pelo qual ele se tornou conhecido ao longo de sua carreira política. “Estou registrado e no cartão pode ser feito como 'Fico 'Gutiérrez. Este é o registro e tudo está dentro da lei. Eu só digo às pessoas, lembrem-se que lá estou eu, no canto superior direito, lá estava eu”, disse o candidato.
As críticas a Fico usando seu pseudônimo no cartão dos candidatos presidenciais não passaram despercebidas pelo petrianismo. Por exemplo, o senador eleito Roy Barreras discordou e, por meio de sua conta no Twitter, disse: “O cartão eleitoral do secretário indica que um candidato é uma pessoa. E uma pessoa, de acordo com o Código Civil, tem um nome no registro civil. 'Fico' não é um nome, mas um apelido. Eles permitem uma concorrência desleal. O cartão deve ser trocado”, disse o deputado.
Recorde-se que a Lei 62 de 1988, que impôs a disposição mais recente sobre o tema dos nomes dos candidatos no atual Código Eleitoral, diz apenas isso sobre cartões eleitorais para o Presidente da República: “Na eleição para Presidente da República, os cidadãos votarão com eleitorais cartões que devem ser impressos com os símbolos, emblemas e cores dos diferentes partidos políticos ou movimentos que participam na votação, com impressão clara do nome e sobrenomes do respectivo candidato”.
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