
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) alertou no ano passado que 32% dos estudantes na Colômbia relataram ter sido vítimas de bullying, um número que mostra os graves problemas de violência e bullying que os estudantes enfrentam no país e que necessitam de cuidados integrais para seus contenção.
No domingo, 27 de março, um vídeo foi divulgado pelas redes sociais mostrando, em um desses casos, a forte agressão de uma aluna da escola Divina Providencia, em Manizales, capital do departamento de Caldas, contra uma das colegas de classe, que, em meio a insultos, ela indigna-se diante de seus colegas de classe, por ser supostamente o mais amplamente aplicado.
O vídeo registrou o momento em que um dos alunos, que está sem o uniforme da instituição de ensino, pega o que seria um dos colegas pelos cabelos, que pergunta: “O que há de errado com você, o que estou lhe dizendo?” , implicando que ela não entende o motivo do ataque, ao qual seu agressor responde: “Você é uma fofoca e uma sapa”, jogando-a no chão com um empurrão na cabeça.
Na cena violenta, que dura alguns segundos e ocorre na presença de um grupo de alunas, professoras ou outras autoridades das instituições de ensino que lidam com a agressão não são identificadas, o que, de acordo com o portal que compartilhou este caso, é recorrente nesta escola e que foi relatado pelos estudantes, o que poderia levar a efeitos na saúde mental e no bem-estar das alunas.
“Para que um evento seja considerado como violência ou bullying e não conflitos ou discussões entre menores, deve ser uma ação sistemática de comportamento agressivo que se repete ao longo do tempo, intencionalmente e onde haja um desequilíbrio de poder entre autores e vítimas”, disse à Rádio Nacional. de Colômbia, a psicóloga Norma Constanza Sánchez.
Nos últimos dias, o Ministério da Educação de Medellín informou que até agora este ano pelo menos 500 casos de violência escolar foram registrados, incluindo bullying, assédio sexual, cyberbullying, entre outros.
Para resolver esse problema que afeta os alunos das 229 instituições educacionais oficiais, 337 privadas e 49 cobertas pela cidade, a Prefeitura de Medellín lançou a campanha 'Não toque em você'.
Com essa iniciativa, o governo pretende apoiar estudantes vítimas de violência nas instituições educacionais da cidade. Mas também visa fornecer confiança suficiente para crianças e jovens denunciarem seus agressores.
“Por meio da estratégia 'Não toque em você', buscamos ouvir a voz dos 405.241 alunos atualmente matriculados pelo sistema educacional do município. As escolas devem ser ambientes seguros e, em caso de suspeita de casos de violência escolar, é necessário relatar e fornecer apoio psicossocial e legal”, explicou o Gabinete do Prefeito de Medellín.
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