
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, decidiu na segunda-feira mudar o presidente da estatal Petrobras, Joaquim Silva e Luna, sob forte pressão dos recorrentes aumentos nos preços dos combustíveis.
A informação, vazada pela imprensa brasileira, foi confirmada na noite pelo Ministério de Minas e Energia, que propôs o economista Adriano Pires, com mais de três décadas no setor de energia, como candidato a substituí-lo.
A nomeação deve ser aprovada pelo Conselho de Administração da estatal em 13 de abril, informou o ministério.
O ministério também propôs que o empresário e engenheiro Rodolfo Landim, que trabalhou na petrolífera estatal por mais de duas décadas, presidisse o Conselho de Administração da empresa. Landim é presidente do Flamengo, o clube de futebol mais popular do Brasil.
Bolsonaro havia nomeado Silva e Luna, general da reserva do Exército, em fevereiro do ano passado, também insatisfeito na época com os constantes aumentos de preços aplicados pela estatal então presidida pelo respeitado economista Roberto Castello Branco.
O presidente critica há muito tempo a política de preços da estatal, que estabeleceu aumentos severos após o preço internacional do petróleo bruto, o que causou inflação, o que é muito prejudicial à sua popularidade antes de buscar a reeleição em outubro.
No início de março, a Petrobras aplicou um aumento de 18,8% no preço da gasolina e 24,9% no do diesel diante do “aumento global dos preços do petróleo e dos derivados como resultado da guerra entre Rússia e Ucrânia”.
As ações da Petrobras caíram 2,63% no fechamento da Bolsa de Valores de San Pablo na segunda-feira.

“Não vai mudar muito”
Para o economista Alex Agostini, da consultoria Austin Rating, “essas mudanças na gestão da empresa não são boas. É um sinal de que algo está errado.”
“Mas para o mercado isso não vai mudar muito. Se for confirmado que o novo presidente será Adriano Pires, especialista na área de petróleo e gás, isso trará estabilidade ao mercado financeiro”, porque dificilmente intervirá na política de preços da Petrobras, disse Agostini à agência de notícias AFP.
Doutor em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII, foi, entre outras coisas, assessor do Diretor Geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e é fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), consultoria especializada em energia.
Pires tem sido a favor da política de preços adotada pela estatal.
Em entrevista à CNN Brasil após o aumento no início de março, ele disse que “não havia como a Petrobras não aumentar os preços, porque a diferença de preços entre os mercados interno e externo era muito grande”.
“Essa diferença estava começando a causar risco de escassez no Brasil. O país importa 30% do que é consumido em produtos petrolíferos. Se a diferença é muito grande, ninguém importa e as ações já estavam se esgotando”, disse.
A Petrobras, cujo acionista majoritário é o estado, fechou 2021 com lucro recorde de 19.875 milhões de dólares (R$106,668 milhões).
De acordo com a última pesquisa da consultoria Datafolha em março, 75% dos brasileiros acreditam que o governo tem “muita” ou “alguma” responsabilidade pela inflação que afeta o bolso das famílias.
A mesma pesquisa indica que o presidente de extrema-direita perderia em um possível segundo turno para o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), por uma diferença de 21 pontos (55% a 34%).
(Com informações da AFP)
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