Uma mulher se jogou do terceiro andar do Shopping Center Gran Estación, em Bogotá

O evento foi gravado nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira. A menina de 26 anos morreu, apesar de receber atendimento médico, confirmou o Ministério da Saúde

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As imagens da jovem após a queda são gravadas em vídeo, enquanto os seguranças do shopping tentam dispersar a multidão, para que as forças de emergência atendam a mulher.

De acordo com as autoridades, os eventos que aconteceram às 10:30 da manhã causaram traumatismo craniano grave, juntamente com uma fratura exposta do membro inferior, minutos depois ele morreu devido à gravidade dos ferimentos.

Após a remoção do corpo, as autoridades iniciaram uma investigação para esclarecer os fatos e determinar exatamente como a menina caiu. Segundo testemunhas, a jovem se lançou por vontade própria.

Vários meses atrás não houve nenhum evento como esse na cidade, mesmo, no mesmo shopping center já houve casos de suicídios na mesma modalidade, o mais recente em 3 de março de 2018.

Na cidade, as taxas de suicídio vêm diminuindo desde 2019, ano que superou os números. De acordo com o Ministério da Saúde de Bogotá, há mais casos relatados em homens do que em mulheres, as estatísticas mostram que, para cada 3 casos masculinos, há uma mulher.

Em 2021, foram registrados 283 casos de morte por suicídio, que se concentram nos municípios de Engativá com 12,0%, seguidos pelas localidades de Bosa e Kennedy, cada uma representando 11,0%.

Embora os números em Bogotá estejam diminuindo, em contraste, no ano passado, a Colômbia atingiu seu pico. De acordo com a Medicina Legal, foram registrados 2.350 casos, sendo este o maior número em pelo menos os últimos 10 anos.

Por gênero, as vítimas foram 1.903 homens e 447 mulheres, incluindo 255 menores. Essa causa de morte afetou 335 pessoas entre 20 e 24 anos, sendo essa a faixa etária em que a maioria dos casos ocorreu.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Mental, tentativa de suicídio e suicídio em menores são a consequência mais grave da depressão. Outros gatilhos podem ser brigas com os pais, suicídio de terceiros, discriminação com base na identidade de gênero, entre outros. Quanto aos adultos, entre os fatores mais comuns estão: ter mais de 45 anos, impulsividade, viuvez, morar sozinho, estar desempregado, aposentado, histórico familiar de suicídio e ter armas de fogo em casa.

Apesar de as taxas de suicídio terem sido reduzidas no país em 2020 (2.142 entre janeiro e novembro), as hipóteses do Instituto Nacional de Saúde sugerem que isso foi alcançado devido ao menor acesso a meios letais, mais controle social, maior acesso a outros “mecanismos de regulação emocional” como como substâncias psicoativas ou porque os serviços de emergência têm relatado com menos frequência.

O Ministério da Saúde enfatizou a gravidade desses eventos e a necessidade de evitá-los. Com um Conselho Nacional de Política Econômica e Social (Conpes) para Saúde Mental, foi aprovado o investimento de 1,1 bilhão de pesos, que será distribuído até 2023. O governo nacional pretende melhorar a implementação da política de saúde mental, pois há problemas de articulação nos níveis nacional e territorial, especialmente na área do suicídio.

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