Emma Godoy: a escritora que defendeu a dignidade da velhice à qual o Google dedica seu doodle

Nesta sexta-feira, o buscador do Google dedicou um doodle à escritora, filósofa e psicóloga de Guanajuato, no 104º aniversário de seu nascimento

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Nesta sexta-feira, 25 de março, comemora o nascimento de um dos poetas mais importantes que o estado de Guanajuato deu: Emma Godoy. Por conta disso, o Google decidiu dedicar um doodle a ele, que pode ser visto no início do mecanismo de busca.

Em uma ilustração, Godoy pode ser visto com um livro aberto e uma caneta na mão direita, e na frente dela, um microfone. Por trás disso, você lê a palavra Google e, dentro das letras, vê algumas pessoas sorridentes, principalmente idosos.

Apesar de ser um poeta muito importante, nem todo mundo conhece Emma Godoy.

Godoy nasceu em um dia como hoje, mas em 1918, no estado central de Guanajuato. Foi escritora, filósofa, psicóloga, pedagoga e emissora, e se destacou por promover a defesa da dignidade da velhice.

Emma Godoy
Emma Godoy obteve seu diploma de bacharel como professora do ensino médio com especialização em linguagem e literatura na Escuela Normal Superior na Cidade do México.

A importante escritora estudou no Instituto de Cultura Feminina e obteve seu diploma de bacharel como professora de ensino médio especializada em linguagem e literatura na Escola Superior Normal da Cidade do México, e mais tarde ingressou na Faculdade de Filosofia e Letras (FFyL) do Nacional Universidade Autônoma do México (UNAM), onde obteve seu doutorado em filosofia, além de estudar graduação em psicologia e pedagogia.

Ele viajou para Paris, na França, onde fez cursos adicionais de filosofia na Sorbonne e de história na École du Louvre.

A partir de 1947 dedicou-se ao ensino e lecionou na Escola Nacional de Professores, na Escola Superior Normal, na Universidade do Claustro de Sor Juana e em algumas outras instituições. Além disso, atuou como assessora da Sociedade Mexicana de Filosofia, da Faculdade de Filosofia da Universidade Autônoma de Guadalajara (UAG), presidente honorária do Ateneu Filosófico da Universidade Panamericana e membro da Academia Internacional de Filosofia da Arte, Suíça.

Como escritora, colaborou com algumas revistas, como Apse, El Libro y el Pueblo, Cuadernos de Bellas Artes e algumas outras. Escreveu biografias, contos, romances, poesia, crítica de arte e ensaios filosóficos. Em seu trabalho, ele destaca religiosidade, erotismo, solidão e angústia.

Rotunda de pessoas ilustres
Os restos mortais de Godoy repousam na Rotunda das Pessoas Ilustres, na Cidade do México.

Além disso, ele sempre defendeu a dignidade da velhice. Em 1973 fundou e presidiu a Associação Dignificação do Envelhecimento (DIVE). Ele trabalhou a favor da velhice, incutindo uma consciência disso na sociedade através do rádio, na EXA. Em resposta, o governo mexicano adotou uma política de ordem social e criou, em 1979, o Instituto Nacional da Senescência (INSEN), que mais tarde mudou seu nome para Instituto Nacional de Idosos (INAPAM).

Emma Godoy morreu na Cidade do México (CDMX), em 30 de julho de 1989, e em novembro de 2006, seus restos mortais foram transferidos para a Rotunda das Pessoas Ilustres, que é um recinto que foi inaugurado em 1872 por decreto do então presidente Sebastián Lerdo de Tejada. Neste site estão os monumentos funerários e dois cenotáfios de mulheres e homens que contribuíram para a riqueza cultural, científica, literária, cívica, militar e política do México. Uma de suas atrações é a diversidade de estilos artísticos dos monumentos, nos quais a atividade ou contribuição de cada personagem é exaltada.

Além dos restos mortais de Emma Godoy, você também pode encontrar os de David Alfaro Siqueiros, Justo Sierra, José María Pino Suárez, Diego Rivera, Carlos Ramírez Ulloa, Ricardo Flores Magón, José Juan Tablada, Ignacio González Guzman, José Clemente Orozco, Pedro Sainz de Baranda, para citar os mais emblemáticos.

Por sua vez, oito mulheres descansam neste lugar: Angela Peralta; Virginia Fabregas; Rosario Castellanos; Emma Godoy; María Lavalle Urbina; Dolores del Rio; Amalia González Caballero e María Izquierdo.

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