
Eles encontraram morta “Nati”, que na época era a primeira menor a mudar sua identidade de gênero na província de Córdoba e que se tornou um símbolo da luta pelo direito à identidade de gênero na Argentina.
Celene Gabriela Colantonio, que tinha 31 anos, foi encontrada sem vida em sua casa na cidade de Mina Clavero por motivos que ainda estão sob investigação.
O padrasto de Nati foi quem encontrou o corpo da menina e imediatamente notificou a polícia local.
No momento, os investigadores rotularam a causa como morte duvidosa. Espera-se que, no decorrer de hoje, seja realizada uma autópsia para determinar os motivos da morte.
O caso de “Nati” teve repercussão nacional em 2005, quando a menina tinha 14 anos. Um ano antes, ela havia sido diagnosticada com síndrome de disforia de gênero e estava lutando para realizar a operação de adaptação de gênero.
Seus pais foram os que se manifestaram publicamente a favor dessa operação e que iniciaram o caminho legal para que a Justiça acabasse aprovando tal cirurgia em um menor. Um médico e um professor também endossaram o pedido dos pais da menina.

“Foi menos difícil mudar meu corpo do que minha mente”, disse Nati em uma entrevista. “Lembro-me daqueles anos da coragem de meus pais, que enfrentaram o desafio comigo, cuidaram de mim e me protegeram do bullying. Parecia que as pessoas estavam me acusando de algo que eu não fiz. Havia muita tensão”, disse anos depois.
Naquela época, o juiz de Villa Dolores havia rejeitado o tratamento do caso. Ele argumentou que a cirurgia irreversível, envolvendo a mutilação de um menor, não poderia ser autorizada.
No entanto, dois anos depois, o Supremo Tribunal de Justiça ordenou que o caso fosse ouvido e a autorização para a cirurgia foi dada quase imediatamente.
“Eu sempre tive meu eu, minha identidade, mas eu tinha que ser completo. Foi um renascimento”, declarou Nati na época.
A operação foi realizada em dezembro de 2007, depois que um Comitê Consultivo e Bioético criado para tratar do caso participou dos trabalhos do caso.
A cirurgia foi realizada em La Plata sob a liderança do urologista César Fidalgo. Anos depois, Nati passou por outras intervenções cirúrgicas na Espanha.
Uma vez realizada a cirurgia, Nati Colantonio tornou-se a primeira menor transgênero na história de Córdoba e seu caso abriu um precedente judicial, científico e cultural para a província.

Durante os anos seguintes, Nati viveu entre a Espanha e Traslasierra, onde estudou Belas Artes. Já em 2019, ele retornou à sua cidade natal, Mina Clavero, onde se estabeleceu até sua morte.
“Fui um pouco pioneira nisso, tive coragem, mas foi por minha causa. Hoje estou feliz em saber que funcionou para todos que de alguma forma se sentem diferentes”, disse Nati em uma entrevista.
“Ainda há coisas para mudar, ainda há muita discriminação na Europa e aqui; aconteceu comigo que quando eles 'descobrem' que sou trans, porque eu digo, eles começam a me tratar mal. É algo que dificulta tudo para você”, acrescentou a mulher que disse certa vez que, aos 17 anos, no momento da cirurgia, “voltou ao útero” da mãe.
Com informações da Telam.
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