
O debate sobre a legitimidade da operação do Exército Nacional da Colômbia, realizada em Putumayo, em março passado, permanece aberto. Enquanto as forças de segurança argumentam que suas ações foram realizadas sob plena legalidade, a comunidade, com a ajuda de jornalistas investigativos, denunciou que a manobra é resultado de execuções extrajudiciais. O Gabinete do Procurador, que agora está realizando investigações sobre os fatos, tem em sua posse dois folhetos com mais de 300 páginas contendo o relato do que teria acontecido naquele dia.
O que foi relatado inicialmente é que em 28 de março 11 pessoas pertencentes aos dissidentes das FARC desaparecidas haviam sido mortas. No entanto, a descoberta do corpo de um menor dentro dos supostos guerrilheiros e o de uma mulher grávida chamou a atenção. Da mesma forma, destacaram os depoimentos de sobreviventes que argumentaram que não eram guerrilheiros de nenhum grupo criminoso.
As mortes dessas pessoas ocorreram na aldeia Alto Remanso, em Puerto Leguizamo, onde, segundo a comunidade, foi realizado um bazar. O Exército Nacional contrariou esse esclarecimento e afirmou que não havia partido naquele local e que, por sua vez, era um lugar onde as drogas eram negociadas. “As 11 pessoas pertencem à estrutura criminosa do Gaor 48 (...) era um centro de coleta onde ele comercializava pasta-base de cocaína”, argumentou a instituição.
As perguntas que a Procuradoria-Geral da República tenta responder, lideradas por seu delegado, Javier Sarmiento, entre outros, estão relacionadas a quem atacou quem primeiro e se os 11 alvos foram identificados anteriormente. De acordo com essa entidade, embora houvesse mais de uma dúzia de mortos, apenas uma pessoa havia sido identificada. O Gabinete do Procurador solicitou que “seja informado se devido aos eventos relacionados com a Inspecção Geral das Forças Militares ou qualquer unidade militar, realizou a abertura de um inquérito preliminar ou investigação disciplinar”.
Para este fim, foi recebido um arquivo com o inquérito preliminar aberto pelo Exército sobre a operação controversa que teria sido um falso positivo. O recorde é 19/0/2022.
O general do Exército Nacional, Eduardo Zapateiro, defendeu a operação em várias ocasiões, no entanto, foi em entrevista à RCN News que detalhou que se tratava de uma ação totalmente justificada em direitos humanos e direito internacional humanitário. “Uma operação planejada e acompanhada por uma inteligência dominante, por parte da inteligência naval e apoiada pela inteligência militar, dirigida contra uma estrutura criminosa, o Gaor 48, que se autodenomina 'Comandos de Fronteira'”, disse o alto comando ao diretor desse meio de comunicação, José Manuel Acevedo, no dia 11 de abril.
Nessa mesma palestra, ele ressaltou que não foi a primeira vez que menores ou mulheres grávidas foram afetadas nesse tipo de operação. “Eles estavam em combate, estavam na linha dos mortos (...) quando as tropas chegaram, a equipe de reconhecimento e vigilância chegou ao ponto de segurança, foi possível ver que há uma coleta de coca, bazar, o que você quiser chamar, mas lá eles estavam negociando coca porque no madrugada toda a parte da coca que eles já haviam deixado negociada e ficar no bazar bebendo cerveja.”
CONTINUE LENDO:
Más Noticias
Más de mil 300 mexicanos han sido evacuados en Medio Oriente, reporta SRE
Las autoridades recomendaron a quienes consideren viajar que contacten a sus proveedores dados los cambios en el espacio aéreo

Bloqueos, manifestaciones y accidentes hoy 16 de marzo CDMX y Edomex en vivo: tránsito lento en la México-Cuernavaca
Sigue las últimas actualizaciones viales de este lunes feriado y el flujo vial en las avenidas y calles principales del Valle de México

Desafortunado final para una bebé en Antioquia: murió ahogada tras caer en el inodoro de su casa
Las autoridades trabajan para esclarecer las causas del suceso, evaluar las condiciones de seguridad en el hogar e implementar medidas de prevención en las casas vecinas con presencia de menores de edad

Centro Democrático desmintió a Gustavo Petro, que acusó a Álvaro Uribe de haber creado las Convivir: “Deje de repetir falsedades”
La colectividad opositora al Ejecutivo hizo una serie de claridades sobre el origen de las Cooperativas de Vigilancia y Seguridad Privada, resaltó la gestión del exmandatario en la revocatoria de entidades irregulares y negó cualquier responsabilidad en la expansión del paramilitarismo

Intervienen a migrantes que intentaban cruzar desde Chile hacia Perú por la frontera de Tacna en medio de mayor vigilancia
Testigos reportaron operativos policiales y patrullas militares en la Línea de la Concordia. El refuerzo coincide con el inicio del proyecto chileno “Escudo Fronterizo”
