
Poucos dias antes de o ministro das Relações Exteriores uruguaio Francisco Bustillo viajar para os Estados Unidos para se encontrar com Antony Blinken, o secretário de Estado dos EUA, um senador daquele país escreveu em uma carta que seria bom para Washington se aproximar do Uruguai.
O autor da declaração é Marco Rubio, senador da oposição americana, que deixou claro dois motivos para gerar o link, informou o jornal El País. A primeira é que o Uruguai é um país confiável, devido ao seu histórico de credibilidade e pagamento da dívida externa. A segunda é que mais atenção deve ser dada à aproximação da China com este e outros países.
O senador do estado da Flórida, no sudeste do país, pediu que o governo dos EUA desenvolva “laços ainda mais estreitos” com o Uruguai. “Enquanto o Partido Comunista Chinês (PCC) - o maior adversário geopolítico dos EUA - corteja o governo uruguaio com um acordo de livre comércio, o Uruguai permanece aberto a equilibrar seu comércio, fazendo mais exportações para a Europa e os EUA.” , ele escreveu.
A mensagem correu bem na Torre Executiva, especialmente quando Bustillo e seus assessores preparam a viagem a Washington para 10 de abril, na próxima semana. “Para o Uruguai, é uma jornada central. Os Estados Unidos são uma potência e, além do que é diplomático, qualquer acordo alcançado pode ser muito importante”, disse ao jornal uma fonte anônima do governo, pois existe um acordo para manter um “perfil baixo” entre os dois países.
Atualmente, os Estados Unidos não têm embaixador no Uruguai. A última pessoa a ocupar esse cargo foi Kenneth S. George, que terminou sua posição em janeiro de 2021. Bustillo pretende abordar esse assunto durante sua viagem, pois, desde então, a mais alta autoridade diplomática americana no Uruguai é Jennifer Savage, que é a encarregada de negócios.
Desde que Bustillo foi nomeado chanceler, esta é sua segunda viagem aos Estados Unidos. Em outubro de 2020, Michael Pompeo, diplomata, o recebeu em Washington e, nessa viagem, “foram analisadas as múltiplas possibilidades de fortalecer contatos em todos os níveis e aprofundar os laços comerciais”, informou o Ministério das Relações Exteriores. Esta viagem oficial é o primeiro contato uruguaio com as novas autoridades do governo Biden, já que as anteriores estavam com Donald Trump ainda no comando.
Essa viagem também é precedida pela visita ao Uruguai da subsecretária de Estado americana, Wendy Sherman, no início de novembro de 2021. Naquela época, ele se reuniu com o chanceler e o presidente, Lacalle Pou.
“Eu realmente não acho que os Estados Unidos, pelo menos hoje, estejam pensando em iniciar negociações profundas com o Uruguai; espero estar errado”, disse o ministro das Relações Exteriores Bustillo em junho de 2021, em frente ao Comitê de Relações Internacionais dos Deputados. Naquela época, eu não imaginava que a possibilidade de um Acordo de Livre Comércio com o Uruguai seria de interesse para aquele país.
No entanto, a viagem de Bustillo se concretizou após um convite recebido meses atrás pelos Estados Unidos. Apesar das potenciais alianças diplomáticas nas quais Washington pode estar interessado, para Lacalle Pou o mais importante é encontrar ganhos comerciais para o Uruguai. Ele ressaltou que nem ele, nem seu governo, são movidos por afinidades ideológicas e acrescentou que “se eu tiver a obrigação de defender os interesses nacionais, farei o que todos já sabem: abrir o Uruguai ao mundo”.
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