
O Tribunal Constitucional disse na terça-feira que as prisões de Jamundí (Valle del Cauca) e Cómbita (Boyacá) violaram o direito dos presos à saúde mental. A posição do tribunal é dada depois que duas tutelas foram estudadas alegando a violação dos direitos fundamentais de um preso com depressão recorrente e transtorno de ansiedade e outro com esquizofrenia paranóica com alucinações auditivas.
A decisão foi tomada pela Sétima Câmara de Revisão da Tutela, com apresentação da juíza e presidente do Tribunal, Cristina Pardo Schlesinger. Foi relatado que o Instituto Penitenciário e Prisional Nacional (INPEC) e a Unidade de Serviços Prisionais e Prisionais (Uspec) violaram o direito à saúde dos presos.
No primeiro caso do preso com depressão recorrente e transtorno de ansiedade, o tribunal diz que há evidências de que sua saúde mental pode estar “seriamente comprometida”. De acordo com o julgamento, as entidades ignoraram o que foi ordenado pelos médicos assistentes e o preso não foi avaliado pelo especialista psiquiátrico em devido tempo.
“Para a Câmara esse fato é bastante censurável, considerando que havia um conceito anterior em que foi advertido que o preso sofria de uma depressão tão grave”, explicou a Corte. Para o especialista, havia um alto risco de suicídio e seu estado de saúde era incompatível com a prisão intramural formal.”
Por outro lado, o direito do prisioneiro à unidade familiar também foi violado porque ele havia ordenado sua transferência da prisão de Pasto para a prisão de Jamundí. Essa decisão foi tomada “sem levar em consideração suas condições familiares e ignorar os efeitos psicoemocionais que isso pode ter em suas condições de saúde mental”, acrescentou o tribunal.
No segundo caso, na prisão de Cómbita, havia uma ordem para o encaminhamento do preso a um centro de atendimento psiquiátrico por uma deterioração de sua saúde, que não foi cumprida. O Tribunal considerou que o fato de o IPS encarregado do atendimento ao paciente não ter as condições de segurança necessárias “não poderia servir de base para a retirada da ordem de remessa”, apontou no acórdão.
A decisão do Tribunal Constitucional
O tribunal superior emitiu uma decisão dando à Uspec cinco dias para que a pessoa mantida na prisão de Jamundí seja avaliada por um médico especialista em psiquiatria. Por sua vez, o INPEC terá dois dias para determinar se ele deve ser transferido por motivos de saúde e deve avaliar suas condições familiares e as alternativas que podem ser oferecidas para mantê-lo próximo de suas raízes familiares.
“No caso de sua condição ser incompatível com a prisão perpétua, o juiz responsável deve considerar se ele deve ser encaminhado para um hospital ou para um centro de detenção para pessoas não imputáveis”, afirmou o Tribunal no acórdão.
No que diz respeito à pessoa detida na prisão de Cómbita, a decisão deu ao Inpec e Uspec 48 horas para solicitar ao Instituto Nacional de Medicina Legal a avaliação psiquiátrica do preso. Isso determinará se o seu transtorno mental o impede de permanecer em uma penitenciária e prisão. “Uma vez emitida a decisão, o juiz do caso terá que determinar se ordena sua transferência para um estabelecimento para pessoas não acusadas para que ele possa receber o tratamento adequado”, concluiu a sentença.
Os direitos fundamentais dos prisioneiros
O Tribunal Constitucional recordou que, “quando uma pessoa privada de liberdade, como pessoa condenada, sofre de uma doença mental que não é compatível com a privação de liberdade num centro de detenção formal, deve ser aplicado o artigo 24.º da Lei 65 de 1993”.
Este artigo prevê a proteção dos direitos à saúde e à dignidade dos presos. Também estipula que, seguindo o parecer do Instituto de Medicina Legal, o preso pode receber liberdade condicional ou detenção hospitalar para se submeter a tratamento psiquiátrico em um estabelecimento seguro.
CONTINUE LENDO:
Más Noticias
Armonía 10 de Walther Lozada se pronuncia tras sufrir atentado en Trujillo: “Condenamos los actos de violencia”
La agrupación musical confirmó daños materiales, pero descartó algún herido o víctima. Sin embargo, lamentaron la poca acción de las autoridades

Trabajadores de Emape que fallecieron en accidente en la Panamericana Sur no tenían contrato y les obligaban a pagar su propio seguro
Las dos víctimas del accidente formaban parte de Rutas de Lima y, al igual que otros 200 trabajadores, pasaron a Emape luego de que la Municipalidad Metropolitana de Lima asumiera el control de los peajes

Super Once: resultados ganadores del Sorteo 1 HOY, 19 de enero del 2026
Aquí los afortunados del sorteo, dados a conocer por Juegos Once; descubra si ha sido uno de ellos

Receta de sopa de maíz, una crema sabrosa y reconfortante para el invierno
El sabor dulce del maíz se realza en esta crema con verduras frescas y un toque de nata para conseguir una cremosidad única

Sorteo 5 de la Triplex de la Once: últimos números ganadores del domingo 18 de enero del 2026
Aquí están los afortunados del sorteo, dados a conocer por Juegos Once
