
A Human Rights Watch, HRW, observou em seu último relatório que as forças armadas venezuelanas são cúmplices diretos do Eln em suas operações na fronteira que compartilha com a Colômbia, onde busca derrotar outros grupos armados para assumir o controle desses territórios e rotas do narcotráfico. As conclusões do documento resultaram de uma investigação conduzida por meio de depoimentos de pessoas deslocadas pela violência no departamento de Arauca e no estado venezuelano de Apure.
O documento aponta que o conflito armado entre as FARC e os dissidentes do Eln começou a se intensificar desde 1º de janeiro e gerou múltiplas violações de direitos humanos, como: desaparecimento forçado, assassinatos, deslocamento e outros crimes.
“Membros das forças de segurança venezuelanas, que foram implicados em violações de direitos humanos que levaram a investigações internacionais sobre supostos crimes contra a humanidade, realizaram operações conjuntas com membros do Eln e foram cúmplices de seus abusos”, diz o documento da ONG, que também exigiu que as medidas necessárias fossem tomadas, pois as comunidades eram as que estavam sendo afetadas pela violência que havia sido exacerbada nos últimos anos.
Isso, como o ministro Diego Molano mencionou ao El Tiempo, confirma a hipótese que o governo colombiano tem há algum tempo: “O relatório da Human Rights Watch confirma o que o Governo Nacional afirmou: na Venezuela, no estado de Apure, há um conluio entre as forças militares bolivarianas e o Eln, associado à Segunda Marquetália, para enfrentar os dissidentes das FARC sobre os sistemas de rotas criminosas”, observou o funcionário do governo de Iván Duque.
No entanto, apesar do fato de que as reivindicações da HRW e do governo colombiano sobre alianças na fronteira coincidem, o relatório da ONG também criticou as medidas tomadas pela Colômbia nos últimos anos, porque apesar do declínio dos grupos armados, as medidas para cuidar das populações vítimas foram ineficiente.
“As autoridades colombianas devem avaliar urgentemente as necessidades humanitárias daqueles que fugiram de Apure e criar e implementar um plano de resposta humanitária para ajudá-los. Em Vichada, eles devem considerar declarar um 'estado de calamidade pública', que, de acordo com a legislação colombiana, permitiria ao governo alocar maiores recursos para prestar assistência”, diz a HRW.
Diante disso, Molano reconheceu que ainda existem dificuldades devido ao fato de que o conflito trouxe complexidades que tiveram que ser enfrentadas imediatamente, mas destacou o trabalho realizado pelas forças armadas colombianas.
“É claro que ainda existem ameaças, originárias do outro lado da Venezuela, mas que nossa Força Pública chegou, com este plano de neutralização, operando e contribuindo para a busca de melhores condições de segurança em Arauca”, disse o ministro ao jornal colombiano.
Finalmente, o relatório da HRW estima que, desde o início de 2022, os combates entre as FARC e os dissidentes do Eln deslocaram 3.860 pessoas em Arauca e 3.300 venezuelanos cruzaram a fronteira para a Colômbia. Além disso, 103 assassinatos foram relatados entre janeiro e fevereiro como resultado da violência entre grupos armados.
Por sua vez, o governo venezuelano sempre deixou claro sua distância da organização que acusou repetidamente de fabricar evidências falsas.
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