La Paz, 25 Mar A aymara boliviana Alwa encontrou nas rimas uma maneira de expressar o orgulho de sua identidade e seu amor por seu país, fazendo rap com as saias típicas e longas tranças no cabelo que caracterizam as cholitas bolivianas. Alwa, que em aimará significa “amanhecer”, começou a compor suas letras há seis anos, mas em meio à quarentena da covid-19 decidiu se dedicar mais seriamente ao rap e apostar no poder de sua voz. Ela começou a se apresentar em mais espaços e, assim, conheceu o produtor boliviano José Gabriel Mamani, que se ofereceu para fazer um videoclipe de uma de suas músicas. No começo ela pensou que seria um vídeo que a ajudaria a divulgar sua música em suas redes sociais e que serviria como um “teste” para ver se as pessoas gostavam do trabalho dela. “Foi como pedir permissão ao público para me dar um espaço e nada melhor do que falar sobre nosso país e como estou orgulhosa de fazer parte”, disse a mulher de 26 anos à Efe. O que aconteceu a seguir foi uma “surpresa”, seu primeiro videoclipe da música “Principio sin fin” se tornou viral nas redes sociais e chamou a atenção de moradores e estranhos ao verem suas saias típicas, suas longas tranças e o poder de suas rimas que se misturam com as paisagens mostradas pelas cidades de La Paz e El Alto. “Hoje eu me apresento, eu sou a Alwa, uma mulher aymara orgulhosa, orgulhosa de ser boliviana, hoje eu não vou parar, eu não vou descansar, até que meus sonhos alcancem, hoje eu tenho que suspirar”, diz parte da letra de sua primeira música. Após o sucesso de seu primeiro videoclipe, Alwa está trabalhando na gravação de outras cinco músicas e conseguindo lançar seu primeiro álbum no meio deste ano, disse ela. NÃO HÁ NADA IMPOSSÍVEL Para Alwa, ser mulher, aimará e rapper não significou um impedimento ou obstáculo para alcançar seus objetivos e realizar seus sonhos. A jovem tatuou no pulso direito a palavra “sonho”, sonhar em inglês, uma das 17 tatuagens que tem na pele quando se considera uma sonhadora. Na opinião dele, nada é impossível, só temos que trabalhar e acreditar nas habilidades de alguém para ter sucesso e parar de duvidar do que se acredita. “Estou confiante demais e confio no que estou fazendo”, confessou a jovem boliviana. Ela lembrou que no início seus pais e irmãos não a apoiavam, “ninguém ouvia rap”, mas eles perceberam a paixão de Alwa por esse gênero que também a levou a organizar alguns eventos de hip hop. “Eu entendo que não é do agrado deles, mas meus pais perceberam que eu quero fazer isso na minha vida, quero que faça parte da minha vida e eles respeitam muito isso”, disse. É por isso que, com essa confiança, ela faz rap abordando questões que são importantes para ela, como mostrar injustiças de todos os tipos e demonstrar através de suas letras seu orgulho em ser boliviana. A rapper comentou que “ela não nasceu de saia” que foi sua decisão usar esse vestido com “respeito”. “Tomei essa decisão, de ficar assim, de ficar assim e morrer assim, usando uma saia”, disse. Alwa, natural da cidade de El Alto, também quer tornar visível o trabalho de outros rappers e grafiteiros naquela cidade para deixar claro que “o movimento urbano” é notável e que existe “talento boliviano”. Atualmente, a jovem estuda Publicidade e Marketing em uma universidade em La Paz e, ao mesmo tempo, trabalha em sua música para melhorar e demonstrar o poder de suas rimas. “Tudo isso me deixa muito feliz, mas ao mesmo tempo me dá a responsabilidade de representar muito bem esse gênero”, enfatizou. Yolanda Salazar
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