O porto-riquenho Shalim Ortiz vê latinos “presos” em Hollywood

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Santo Domingo, 23 Mar O ator porto-riquenho Shalim Ortiz afirma que a influência latina em Hollywood nos últimos 20 anos tem sido “abismal” e que isso aconteceu graças a “monstros” como Benicio del Toro, Raul Juliá, Rita Moreno, Edward James Olmos, John Leguizamo ou Tony Plana. “Esse grupo foi montado (eles ousaram) quando não estávamos presos (na moda), agora que estamos, a música é outra (...) para eles é todo o crédito”, diz em entrevista a Efe, filho da cantora e atriz dominicana Charityn Goico. Shalim, 43 anos, acredita que o exemplo mais recente do alcance do talento latino no mercado cinematográfico americano foi reivindicado pelo ator dominicano Hector Aníbal, que faz parte do elenco de “A Cidade Perdida”, estrelado pelas atrizes ganhadoras do Oscar Sandra Bullock e Channing Tatum, e que foi lançado recentemente mundialmente. Nesse filme, uma parte dele filmado na República Dominicana no ano passado, há papéis coadjuvantes Brad Pitt, Daniel Radcliffe, Patti Harrison e Da'Vine Joy Randoph, entre outros. “É o melhor exemplo do que estou dizendo (...) para Hector Aníbal eu o considero um dos meus irmãos, tenho orgulho dele, porque junto com outros como ele eles estão fazendo a diferença nesta geração”, diz. NÃO PARA DE ESTUDAR O ator de cinema e televisão estima que em sua profissão você sempre tem que continuar estudando, então ele “adora” fazê-lo. Nesse sentido, ele acredita que os atores têm “métodos” diferentes para atingir seus objetivos profissionais. “Gosto de continuar estudando, na verdade participei recentemente de um workshop sobre atuação ministrado no México pelo argentino Fernando Piernas, um dos melhores para mim nessa tarefa”, diz o protagonista de “Yuniol” (2007). Ele acrescenta que agendou ter mais aulas com Piernas em julho próximo, novamente no México, já que este país faz fronteira com os Estados Unidos e ele reside em Los Angeles a maior parte do ano. “Este workshop também me permite desconectar espiritualmente, porque não temos permissão para usar telefones celulares ou outros dispositivos com os quais convivemos diariamente, é uma espécie de 'desintoxicação' (desintoxicação)”, diz. “FLOW CALLE”, SEU FILME MAIS RECENTE O ator está atualmente em Santo Domingo para a estreia de “Flow calle”, longa-metragem que ele define como o “primeiro filme musical urbano” a ser feito no país e estrelado pela cantora colombiana Farina, com Shalim em um dos papéis principais. A produtora Caribbean Films também reuniu no filme, sob a direção do dominicano Frank Perozo, os cantores urbanos porto-riquenhos Zion e Lenny Tavárez, o ator colombiano Lincoln Palomeque e os dominicanos Marta González, Celinés Toribio e Richard Douglas. Além dos cantores dominicanos do gênero urbano Kiko, o Louco e Musicólogo, e da modelo e apresentadora de televisão Clarissa Molina. Há também participações especiais dos porto-riquenhos Yandel, Jay Wheeler e do comediante Mollusco, bem como as dos dominicanos Mozart La Para, Chelsy e Haraca Kiko. “O filme conta uma história intensa, é sobre uma garota que quer se aprimorar, deixar o bairro e se tornar uma cantora de sucesso (Farina). Meu personagem é o do irmão dela, que cuida dela, tem muitas nuances, ele faz a coisa questionável para proteger sua irmã, sua família, seu amigo à custa de qualquer coisa”, diz Ortiz. Ele diz que é o tipo de histórias que gosta de interpretar, considera “chocante” e prevê que será aceito pelo público por causa de sua narrativa “complexa e intencional”. Para o ator, seu passatempo favorito é estar em casa com seus três filhos. Antes de concluir a entrevista, ela revela que participou dos últimos episódios da série americana “All rise” onde interpretou uma ativista de uma organização que defende mulheres “que estão separadas” na fronteira mexicana com os Estados Unidos. “Também rodei um filme no ano passado na República Dominicana, 'Obsession', que ainda não foi lançado. Lá eu interpreto uma influenciadora famosa que supostamente se aproxima de uma cozinheira que tem grandes sonhos de ter seu próprio restaurante (...) ela é muito legal (a fita)”, diz ela sorridente.