Astrônomos da NASA confirmaram a descoberta do maior cometa já registrado e afirmaram que sua trajetória está se aproximando do nosso sistema solar.
O objeto espacial C/2014 UN271 foi visto no ano passado e observações do Telescópio Espacial Hubble confirmaram nesta semana o tamanho de seu núcleo. Essa é a parte central sólida do cometa composta de rocha, poeira e gelo que é separada de sua cauda.
A NASA disse na terça-feira que o núcleo do C/2014 tem cerca de 130 quilômetros de diâmetro, tornando-o maior do que o estado de Rhode Island, nos Estados Unidos.
É cerca de 50 vezes maior que o coração da maioria dos cometas conhecidos, com uma massa estimada em impressionantes 500.000 toneladas.
“O cometa gigante está indo para cá 22.000 milhas por hora (NdR: 35.000 quilômetros por hora) da borda do sistema solar”, escreveu a NASA em seu site.
“Mas não se preocupe. Não chegará a menos de um bilhão de milhas do Sol, que é um pouco mais longe do que a distância do planeta Saturno. E isso não será até 2031", acrescentam.
O cometa C/2014 foi descoberto pelos astrônomos Pedro Bernardinelli e Gary Bernstein em imagens de arquivo do Observatório Interamericano Cerro Tololo, no Chile.
Foi observado pela primeira vez em novembro de 2010, quando estava quase tão longe do Sol quanto Netuno.
Desde então, tem sido intensamente estudado por telescópios terrestres e espaciais à medida que se move em direção ao Sistema Solar interno.
Na nova análise, uma equipe liderada por David Jewitt, professor de ciência planetária e astronomia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, calculou o tamanho do C/2014 na resolução mais alta até agora.
Para melhorar as estimativas anteriores, ele usou observações e modelos do Hubble para isolar o núcleo da cauda do cometa, ou “coma”.
“Confirmamos que o C/2014 UN271 é o maior cometa de longo período já detectado”, escreve a equipe em seu novo artigo, publicado no The Astrophysical Journal Letters.
Observações do cometa, que se acredita ter emergido de uma camada de objetos gelados que cercam nosso Sol chamada Nuvem de Oort, poderiam nos ensinar uma coisa ou duas sobre o universo primitivo.
Pensa-se que os objetos na Nuvem de Oort estejam entre os mais antigos do nosso sistema estelar, mas são notoriamente difíceis de examinar porque estão longe, muito além de Plutão.
“Este cometa é literalmente a ponta do iceberg de muitos milhares de cometas que são fracos demais para serem vistos nas partes mais distantes do sistema solar”, disse o professor Jewitt.
“Sempre suspeitamos que esse cometa tinha que ser grande porque é muito brilhante a uma distância tão grande. Agora confirmamos que é”, concluiu.
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