
O Reino Unido está tentando verificar se as forças russas usaram armas químicas em Mariupol, uma cidade portuária no sudeste da Ucrânia que está sitiada há mais de um mês, e seu governo alertou na terça-feira que haverá “uma resposta” se assim for.
“Se eles foram usados, (o presidente russo Vladimir) Putin deve saber que todas as opções possíveis estarão sobre a mesa em termos de como o Ocidente pode responder”, disse o secretário de Estado das Forças Armadas James Heappey ao canal privado Sky News.
“Há coisas que excedem todos os limites e o uso de armas químicas terá uma resposta”, acrescentou.
A ministra das Relações Exteriores britânica, Liz Truss, havia relatado horas antes que seu país estava trabalhando com outros para verificar relatos de que as forças russas usaram essa arma em Mariupol.
“Qualquer uso dessas armas é uma escalada cruel neste conflito e vamos responsabilizar Putin e seu regime”, disse no Twitter.
A deputada ucraniana Ivanna Klympush informou que a Rússia usou uma “substância desconhecida” em Mariupol e que a população estava sofrendo de insuficiência respiratória. “Muito provavelmente, armas químicas”, tuitou.
Em mensagem no aplicativo Telegram, um assistente do prefeito de Mariupol esclareceu que o ataque químico “não está confirmado no momento”.
“Estamos aguardando informações oficiais do exército”, escreveu Petro Andryushchenko.
Anteriormente, o Batalhão Azov, um comando ucraniano, havia indicado no Telegram que um drone russo havia derramado uma “substância tóxica” sobre tropas e civis ucranianos em Mariupol.
Esse grupo afirmou que as pessoas sofriam de problemas respiratórios e neurológicos.
A AFP não conseguiu verificar essas alegações com fontes independentes.
“Não acho que devamos ser muito binários porque a situação é extremamente matizada” entre o que poderia ser o uso de “gás lacrimogêneo” ou “armas químicas letais devastadoras”, disse Heappey na terça-feira.
O porta-voz do Pentágono dos EUA havia dito no dia anterior que estava ciente desses relatórios, mas não pôde confirmar esse tipo de ataque à cidade sitiada nas margens do Mar de Azov.
Um líder sênior dos separatistas pró-russos da região de Donetsk (leste), Eduard Basurin, falou da possibilidade de usar armas químicas contra esta cidade portuária que resistiu a bombardeios por semanas.
A Rússia negou a prática de quaisquer crimes de guerra durante sua ofensiva na Ucrânia, lançada em 24 de fevereiro.
(Com informações da AFP)
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