
Porfirio Muñoz Ledo, membro histórico da esquerda no México, criticou a instalação do Grupo de Amizade México-Rússia no Congresso da União e destacou que está sendo dada uma mensagem que viola a posição política oficial mexicana em relação à invasão na Ucrânia.
Por meio das redes sociais, nesta quinta-feira, 24 de março, o ex-deputado federal do Movimento Nacional de Regeneração (Morena) comentou a manifestação dos legisladores da Câmara dos Deputados a favor da instalação do Grupo, uma vez que o Estado mexicano se opôs fortemente aos militares incursão em território ucraniano.

Além disso, o político aposentado destacou a presença e a proximidade dos Estados Unidos com o México, uma das nações que aplicou sanções econômicas à Federação Russa após a incursão armada contra a Ucrânia. Nesse sentido, ele apresentou um pedido do ex-presidente dos EUA que incentiva mais conflitos armados.
E na quarta-feira 23, as bancadas de Morena, do Partido Trabalhista (PT) e do Partido Revolucionário Institucional (PRI) instalaram este mecanismo de diplomacia parlamentar com o objetivo de estabelecer um vínculo pacífico e um diálogo mútuo em que “um acordo diplomático e um pacífico solução é promovida em que as partes abaixam as armas.”

“Estamos aqui com o interesse de instalar este grupo em tempos difíceis, de grande controvérsia, mas queremos insistir que este é precisamente um Grupo de Amizade, e não no interesse de fazer conflitos”, disse Alberto Anaya (PT), presidente do Grupo de Amizade México-Rússia.
Por conta própria, Viktor Koronelli, embaixador russo no México, agradeceu o convite para a reunião de instalação do Grupo de Amizade, e disse que a relação bilateral com o México tem um caráter estratégico baseado no respeito mútuo pelos interesses.
Como Muñoz Ledo e Lazo de la Vega, Ricardo Monreal, coordenador de Morena no Senado da República, destacou que, embora respeite a formação desse grupo, não concorda com a realização desse tipo de trabalho legislativo. “No Senado vamos agir com sabedoria”, disse em breve comunicado à mídia.
“Não acho apropriado formar grupos de amizade dessa natureza”, disse. Ele acrescentou que o que o Estado mexicano deve fazer é se concentrar em parar a guerra, promover a ajuda humanitária e proteger os deslocados.

Além disso, deve-se lembrar que a bancada do Movimento Cidadão (MC) na Câmara dos Deputados se manifestou na periferia de San Lázaro para condenar a materialização do Grupo da Amizade, que foi marcado como imprudente e desnecessário.
O protesto foi liderado por Jorge Álvarez Máynez, coordenador do MC em San Lazaro. Além disso, foi acompanhado por outros legisladores: Rocío Banquells, Elvia Martinez Cossío, Maria Álvarez, Amalia García (representante do Movimento Cidadão na Comissão de Relações Exteriores), Solomon Chertorivski (membro do Grupo de Amizade México-Ucrânia), Manuel Herrera, Julieta Mejía e Irisay Rodríguez.
Os dissidentes disseram que, com a instalação deste Grupo de Amizade, uma mensagem errônea é dada pelo Estado mexicano ao mundo, ou pelo menos contraditória à posição oficial, já que Juan Ramón de la Fuente, representante do México junto à Organização das Nações Unidas (ONU), condenou o hostilidades em território ucraniano em duas ocasiões: uma antes do Conselho de Segurança da ONU e a segunda antes do Plenário dessa organização. Da mesma forma, o presidente Andrés Manuel López Obrador (AMLO) e o ministro das Relações Exteriores Marcelo Ebrard pediram a construção da paz na Ucrânia.
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