Um grupo de habitantes de Chocó permaneceu sequestrado por cerca de 48 horas. Nove cidadãos, incluindo seis adultos e três menores, foram detidos, supostamente por membros do Exército de Libertação Nacional (ELN), e posteriormente resgatados pela Marinha Nacional e pelo Exército Nacional.
Segundo as autoridades, na tarde de sexta-feira (22 de abril), as vítimas viajavam em um barco de transporte público que partiu de Buenaventura, em Valle del Cauca, para o município de Docordó, no litoral de San Juan, Chocó. Aparentemente, quando navegavam nas águas deste último departamento, exatamente no setor de Papayo (Litoral San Juan), foram interceptados por quatro súditos armados do ELN que forçaram o barco a seguir outro curso.
O incidente foi denunciado pela Rede de Participação Cívica de Chocó e, assim que a Marinha foi notificada, começaram os trabalhos de busca e resgate. Foi indicado que, para a operação, um aumento no pé de força e a implantação de um Grupo de Combate Fluvial composto por um barco de patrulha de apoio fluvial e um barco de patrulha fluvial foram implantados. Da mesma forma, uma aeronave da instituição naval e um pelotão da Força-Tarefa Conjunta Titã do Exército Nacional que patrulhava constantemente a margem do rio San Juan Litoral.
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Depois de horas de busca, as forças de segurança encontraram o barco e as pessoas detidas ilegalmente. Militares a bordo das unidades fluviais encontraram a localização das vítimas, mas tiveram que ser resgatadas por via aérea para não comprometer sua integridade e a dos demais cidadãos que habitam a área.
Quando estavam em segurança, as autoridades acompanharam as vítimas até o município de Docordó para uma reunião com suas famílias. Neste domingo, assistência médica e psicológica está sendo prestada aos sequestrados, a fim de garantir seu bem-estar.
O ato foi rejeitado pelas forças de segurança, que exigiam o respeito pela vida dos civis e pelo direito internacional humanitário. Ele também lembrou a importância de denunciar qualquer ação ou atividade ilegal.
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De acordo com dados do Gabinete do Provedor de Justiça da Colômbia, grupos ilegais que operam em todo o país têm 34 pessoas sequestradas. A entidade observou que dos casos, 28 ocorreram em anos anteriores, enquanto até agora em 2022 seis plágio foram relatados. Menciona-se que esse número poderia ser maior, uma vez que não está descartado que mais pessoas tenham sido sequestradas e seus familiares não tenham relatado ameaças.
“O relatório do primeiro mês do ano apresentado pelas diferentes regiões da entidade em todo o país indica 34 casos de pessoas que permanecem sequestradas. Seis novos casos já foram notificados até agora em 2022, mas o número pode ser maior devido à difícil situação de ordem pública em regiões como Arauca, onde muitos habitantes preferem ficar em silêncio para não serem atacados por grupos armados ilegais”, disse a Ouvidoria.
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