
O Comitê de Direitos Humanos da ONU expressou preocupação com casos de assédio e intimidação de defensores de direitos humanos e jornalistas na Bolívia, que incluíram prisões arbitrárias quando cobriram manifestações entre 2019 e 2021.
Em seu relatório periódico sobre a situação dos direitos humanos na Bolívia, que analisa os acontecimentos dos últimos cinco anos, o comitê de especialistas também expressa sua preocupação de que a difamação, a calúnia e o insulto continuem a ser criminalizados, “com a consequente ameaça à liberdade de expressão”.
O comitê recebeu denúncias de uso excessivo e desproporcional da força, às vezes com consequências mortais, no contexto da crise pós-eleitoral boliviana de 2019, e pede que esses eventos sejam investigados sem demora “de maneira completa, independente e imparcial”.
Também está preocupado com o nível de superlotação nas prisões bolivianas, que estão em 148 por cento de sua capacidade, e que quase dois terços das pessoas privadas de liberdade estão em prisão preventiva.
O comitê observa que o Serviço de Prevenção da Tortura coletou mais de 3.000 casos de tortura e maus-tratos no país sul-americano entre 2013 e 2021, perpetrados principalmente pela polícia nas prisões.

Embora investigações internas tenham sido abertas a 70 policiais, o comitê enfatiza que eles não foram informados com precisão sobre o resultado dessas investigações.
Já a Bolívia tem “baixas taxas de condenação em relação a casos de violência contra as mulheres”, com pelo menos 113 feminicídios cometidos desde novembro de 2020, segundo o relatório publicado hoje.
O comitê está preocupado que a definição de crimes de estupro e estupro estatutário não esteja adaptada na lei boliviana aos padrões internacionais, o que “na prática implica impunidade” em casos de agressão sexual e abuso infantil.
Por outro lado, especialistas da ONU saudam o fato de que em 2014 o Tribunal Constitucional boliviano declarou inconstitucional a exigência de autorização judicial para interromper uma gravidez quando ela é resultado de estupro, incesto ou estupro estatutário, mas denuncia que ainda existem obstáculos ao aborto.
O comitê recebeu alegações a esse respeito de cerca de 200 mulheres processadas pelo crime de aborto após serem denunciadas por profissionais de saúde.
Finalmente, o comitê saúda a criação, em 2016, de uma Comissão da Verdade e a preparação de seu relatório final sobre graves violações de direitos humanos perpetradas entre 1964 e 1982, mas afirma que 147 das 1.714 vítimas reconhecidas em conexão com esses eventos ainda não receberam nenhuma indenização.
O resto das vítimas “receberam apenas 20 por cento dos valores alocados”, conclui o relatório do comitê das Nações Unidas.
(Com informações da EFE)
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