
O Gabinete do Procurador-Geral da Nação instou todas as Empresas Prestadoras de Serviços de Saúde (EPS) a garantir serviços para aqueles que foram transferidos após o processo de liquidação obrigatória da Medimás EPS.
O Ministério Público solicitou à EPS receptora que garantisse a continuidade do tratamento, bem como o fornecimento de medicamentos, aos usuários que foram transferidos e necessitam desses serviços para salvaguardar sua saúde.
A procuradora-geral de Saúde, Previdência Social e Trabalho Decente, Diana Ojeda Visbal, lembrou que é fundamental garantir essa continuidade do serviço, especialmente para pacientes que necessitam de tratamento de alto custo.
Monitorando a prestação de serviços pelo EPS
Nesta ocasião, o Gabinete do Procurador aproveitou a oportunidade para garantir que nos últimos anos “tenha sido exercida vigilância preventiva quanto ao cumprimento das obrigações de garantir a prestação de serviços de saúde pela EPS”.
Bem como o cumprimento pela Superintendência das obrigações de Fiscalização, Vigilância e Controle, em defesa dos direitos fundamentais dos membros, do sistema jurídico e do patrimônio público.
No caso da EPS Medimás, o Ministério Público garantiu que o processo de tomada de posse e a intervenção administrativa forçada para sua liquidação foram monitorados de forma permanente. Recorde-se que esse processo foi ordenado pela Superintendência Nacional de Saúde pela Resolução 864-6 de 08 de março de 2022.
Na audiência realizada em 11 de março, 1.490.265 membros da Medimás EPS foram transferidos através de um procedimento regulamentado e coordenado entre o Ministério da Saúde, o Administrador de Recursos do Sistema Geral de Previdência Social em Saúde (ADRES) e a Superintendência Nacional de Saúde para os seguintes seguradoras: Novo EPS, Sanitas EPS, Total Health EPS, Famisanar EPS, Coosalud EPS, EPS Sura, Compensar EPS, Cajacopi EPS, Comfenalco Valle EPS, Aliansalud EPS, AIC EPS, Pijaos Health EPS e Mallamas E.P.S.I.
Reclamações e dívidas levaram ao encerramento da Medimás EPS
Em um comunicado, Supersalud disse que a Medimás deixará de operar em 232 municípios em 14 departamentos da Colômbia. Seu argumento é que a entidade havia assumido um compromisso em 2017 de capitalizar e reduzir as reclamações de seus usuários.
Longe de diminuir, as reclamações e dívidas aumentaram. Entre janeiro e novembro do ano passado, a Medimás recebeu 57.653 PQRS e 6.489 tutelas. Segundo a Supersalud, esses números eram indicadores de que a empresa não conseguiu responder aos seus associados pelo serviço de saúde.
Mas não é apenas uma questão de números, mas de casos particulares que seriam facilmente resolvidos com algum coração e bom senso. A entidade de vigilância encontrou casos de pessoas com HIV que esperaram até 41 dias para receber suas doses de antirretrovirais, um medicamento essencial para prevenir a fase e transmissão da AIDS.
Em outros casos de doenças crônicas e catastróficas, como doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, cujo tempo é crucial, a EPS levou até 27 dias em 35% dos casos para responder ao SQRS devido a atrasos no parto.
Como se isso não bastasse, durante os quatro anos que a Medimás passou sob a medida especial de vigilância que acreditavam ter sido estendida, a EPS foi a mais multada do país e a que mais recebeu pedidos para deixar para outros prestadores de serviços. Desde julho de 2017, 3,4 milhões de pessoas deixaram a Medimás, das quais 2,3 o fizeram voluntariamente.
No total, a Medimás teria cumprido sete condições para liquidar um EPS devido a falhas em seus padrões na prestação do serviço de saúde.
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