Bachelet vê o progresso da Venezuela em Direitos Humanos, mas denuncia assédio a ativistas

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Antonio Broto Genebra, 17 Mar O Conselho de Direitos Humanos da ONU discutiu na quinta-feira a situação das liberdades fundamentais na Venezuela, onde, de acordo com a Alta Comissária Michelle Bachelet, houve “alguns passos na direção certa” nos últimos meses, embora também tenha alertado para a persistência do assédio de ativistas. Em seu relatório atualizado ao Conselho, que cobriu eventos desde setembro passado, Bachelet denunciou 93 ataques ao espaço cívico e democrático, incluindo 24 casos de criminalização e ameaças a ativistas da sociedade civil, jornalistas e outros elementos. Pelo menos oito estações de rádio também foram fechadas desde o ano passado e sete sites de mídia foram bloqueados, disse o Alto Comissariado para os Direitos Humanos, que insistiu que “o povo venezuelano tem direito a fontes independentes de informação”. Bachelet lembrou ainda que 12 pessoas cujos casos estão a ser seguidos por grupos de direitos humanos ainda estão em detenção arbitrária, e criticou a recente perseguição à ONG Fundaredes, com mais de duas décadas de ativismo e cujo diretor Javier Tarazona, na deterioração da saúde, ainda está detido. Apesar das críticas, o relatório da Alta Comissária, que realizou uma reunião virtual com o presidente venezuelano Nicolás Maduro na segunda-feira, foi mais positivo do que nas sessões anteriores do Conselho, reconhecendo alguns progressos no caminho certo e uma crescente colaboração entre seu gabinete e as autoridades do país. PASSOS EM FRENTE NA JUSTIÇA E ASSUNTOS INTERNOS Por exemplo, reformas em curso do sistema de justiça, a reestruturação da polícia nacional, a proibição de processar civis em tribunais militares ou medidas para combater a superlotação em centros de prisão preventiva “são passos promissores”, reconheceu Bachelet. Essas reformas “devem ser implementadas de forma significativa, genuína e eficaz para lidar com as violações dos direitos humanos do passado e evitar que elas se repitam”, disse o ex-presidente chileno. O Alto Comissário também saudou a recente assinatura de um memorando de entendimento entre a Venezuela e o Tribunal Penal Internacional, que em novembro abriu um exame preliminar de possíveis crimes de direitos humanos no país. Da mesma forma, Bachelet lembrou que nos últimos seis meses agentes estatais foram condenados “em três casos emblemáticos, incluindo o do assassinato e tortura do capitão da corveta Rafael Acosta Arévalo”. Ele também destacou que as eleições regionais de novembro foram realizadas “em grande parte pacificamente”, com amplo acesso a elas por missões de observação internacional e ações tomadas pelo Conselho Nacional Eleitoral para garantir a legitimidade do processo. DISCREPÂNCIA VENEZUELANA, MAS VONTADE DE COLABORAR Após a intervenção do Alto Comissário, o embaixador venezuelano na ONU em Genebra, Héctor Constant, teve o direito de responder, que disse que algumas críticas ao relatório “não se encaixavam na realidade” e “não levavam em conta as informações partilhadas pelo nosso Estado”. “Vemos com preocupação a reminiscência de elementos que implementam os direitos humanos para fins políticos, o que está longe do objetivo do Conselho de promover os direitos humanos”, lamentou o diplomata. Constant também ressaltou que o presidente Maduro se comprometeu em sua conversa com Bachelet nesta semana a “priorizar a transparência e a manifesta vontade de cooperar”. A este respeito, o diplomata salientou que o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos liderado por Bachelet reforçou a sua presença na Venezuela nos últimos anos, e assegurou que “seus funcionários cumprem seu mandato com total liberdade e apoio dos órgãos competentes do Estado”. Tanto o Alto Comissariado quanto o Embaixador reiteraram seu apelo ao levantamento das sanções que países como os Estados Unidos continuam a impor à Venezuela, que nas palavras de Constant “violam o direito internacional e constituem um crime contra a humanidade”. CHEFE abc/anúncios

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