O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, minimizou nesta quarta-feira as dúvidas que a compra de viagra e próteses penianas pelas Forças Armadas tem despertado na oposição e afirmou que “nada” é irregular em toda a matéria.
Essas operações das Forças Armadas, autorizadas pelo Ministério da Defesa, foram reveladas esta semana pelo deputado socialista Elias Vaz, que os detectou em uma revisão de documentos oficiais sobre a gestão dos orçamentos militares.
Vaz disse que ficou surpreso ao descobrir que as compras para hospitais das Forças Armadas incluíam 35 mil comprimidos de viagra e 60 próteses penianas, e solicitou que as agências de auditoria investigassem o assunto e exigissem uma explicação do governo.
O Ministério da Defesa disse que Sildenafila, a substância ativa do viagra, foi comprada para tratar casos de hipertensão arterial pulmonar, uma doença rara que afeta principalmente mulheres.
Bolsonaro, que ainda não havia se pronunciado sobre o assunto, reforçou essa explicação durante uma reunião que realizou esta quarta-feira com legisladores e pastores de igrejas evangelistas, na qual afirmou que não há “nada” de ilegal nessas compras.
“As Forças Armadas compram viagra para combater a hipertensão e algumas doenças reumatológicas” e “com todo o respeito, não é nada”, disse o presidente, que observou no entanto que “isso é obviamente muito mais usado por pessoal inativo e aposentados” do Exército, Força Aérea e Marinha.
Bolsonaro englobou as suspeitas geradas por essas compras na “perseguição” que diz sofrer com seus adversários políticos e com a imprensa local.
“Somos criticados todos os dias por uma imprensa que tem muita má-fé e ignora muitas questões”, acrescentou o líder da extrema-direita, que também é capitão da reserva do Exército e levou os militares a posições de poder em todas as áreas de seu governo.
No entanto, o deputado Vaz, do Partido Socialista, insistiu que o Governo deveria explicar oficialmente essas compras, feitas com dinheiro público, e insistiu que o Tribunal de Contas, órgão de auditoria do Estado, investigasse se existe algum tipo de irregularidade nessas operações.
(Com informações da EFE)
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