O Brasil, um dos países mais afetados pela COVID-19 no mundo e com mais de 660 mil mortes pela doença, ultrapassou os 30 milhões de casos de coronavírus na segunda-feira desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020, segundo o boletim divulgado esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.
Com 13.361 infecções registradas nas últimas 24 horas, o bBrasil acumulou 30.012.798 casos de COVID-19 desde o início da crise, tornando-se o terceiro país mais infectado do mundo, depois dos Estados Unidos (79,4 milhões) e da Índia (43 milhões).
As 165 mortes registradas nas últimas 24 horas, por sua vez, colocaram o número total de mortes pela doença no Brasil em 660.312, confirmando o país como o segundo maior número de mortes no mundo por COVID-19 depois dos Estados Unidos (974.179 mortes).
Apesar dos altos números de mortes e infecções, o número médio de mortes por COVID-19 na última semana caiu nesta segunda-feira para 194 por dia, um de seus níveis mais baixos desde 18 de janeiro (183 por dia).
Essa média é bem inferior ao recorde que o Brasil registrou em 12 de abril do ano passado (3.124 mortes por dia), quando o país estava no auge da segunda onda da pandemia.
O número médio de mortes por COVID-19 em uma semana caiu para 94 por dia em 6 de janeiro, um nível muito semelhante ao das primeiras semanas da pandemia (março de 2020), mas a chegada ao país de Ómicron, uma variante muito mais contagiosa, fez com que a média saltasse para 951 mortes por dia em 11 de fevereiro, a partir de quando é caindo.
O número médio de casos, que atingiu o recorde de 189.526 infeções por dia a 3 de fevereiro devido à rápida disseminação da Omicron, caiu acentuadamente nos últimos dois meses e esta segunda-feira fixou-se em 22.921 infeções diárias, um dos seus níveis mais baixos desde 6 de janeiro (15.670 casos diários).
A queda acentuada tanto nas mortes quanto nos casos é atribuída ao avanço da campanha de vacinação no Brasil, onde 161 milhões de pessoas já têm o curso completo da imunização (as duas doses ou a vacina de dose única), o que equivale a 75,6% da população.
A redução da incidência permitiu que na semana passada, pela primeira vez desde julho de 2020, os 27 estados do país estivessem “fora da zona de alarme” devido ao COVID-19, ou seja, com taxas de ocupação de leitos para pessoas infectadas em hospitais abaixo de 60% da capacidade.
(Com informações da EFE)
CONTINUE LENDO: