Ucrânia e Rússia realizarão uma nova rodada de negociações cara a cara na Turquia

As conversas acontecerão de segunda a quarta-feira. Até agora, as reuniões entre delegações não produziram nenhum progresso concreto.

Turkish Foreign Minister Mevlut Cavusoglu, Russian Foreign Minister Sergei Lavrov and Ukrainian Foreign Minister Dmytro Kuleba attend their meeting in Antalya, Turkey March 10, 2022. Turkish Foreign Ministry/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. MANDATORY CREDIT. NO RESALES. NO ARCHIVES.

As delegações russa e ucraniana vão reunir-se na Turquia a partir de segunda-feira para uma nova ronda de negociações presenciais, anunciou David Arakhamia, um dos negociadores ucranianos, no domingo.

O negociador-chefe russo Vladimir Medinsky, citado pelas agências russas, também anunciou uma nova rodada de negociações, mas disse que elas aconteceriam na terça e quarta-feira, sem especificar o local.

“Durante as discussões de videoconferência de hoje [domingo] foi decidido realizar a próxima rodada cara a cara na Turquia, de 28 a 30 de março”, disse o negociador ucraniano no Facebook.

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Até agora, os dois lados se reuniram pessoalmente em três ocasiões - em 28 de fevereiro, 3 de março e 7 de março - em território bielorrusso, enquanto no dia 10 os ministros das Relações Exteriores russo e ucraniano Sergey Lavrov e Dmitro Kuleba se reuniram em Antalya, respectivamente.

Desde então, as negociações ocorreram quase diariamente no formato de videoconferência ao nível das delegações e dos grupos de trabalho, o que ambos os lados consideram “difícil”.

“O processo de negociação é muito difícil”, disse o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, na sexta-feira, negou qualquer “consenso” com Moscovo.

Um pouco antes, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, havia assegurado que a Rússia e a Ucrânia concordaram com quatro dos seis pontos da negociação.

Entre estes, ele citou a recusa da Ucrânia em aderir à OTAN, o reconhecimento do russo como língua co-oficial, bem como concessões em relação à desmilitarização e “segurança coletiva”.

Pelo contrário, disse Erdogan, a Ucrânia não está disposta a negociar a cessão da Crimeia à Rússia ou a reconhecer a independência das regiões separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk, algo que já ficou claro pelo próprio presidente ucraniano Volodymir Zelensky em várias ocasiões.

Por sua vez, admitiu que a Ucrânia nunca se juntará à OTAN e, portanto, exigiu garantias de segurança da comunidade internacional, incluindo a Rússia, em troca de renunciar a essa aspiração do Estado.

“Não há consenso com a Rússia sobre os quatro pontos mencionados pelo presidente da Turquia”, disse Kuleba, no entanto, mas elogiou os “esforços diplomáticos” de Ancara para acabar com a guerra.

(Com informações da AFP e da EFE)

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