Nas últimas horas, foi confirmada a presença de cidadãos russos em território colombiano que estariam cometendo crimes e até participando de alguns protestos ocorridos em Bogotá nos últimos anos.
Isso foi revelado por uma investigação do jornal El Tiempo e sua unidade de investigação, onde eles narram os eventos cometidos pelo pseudônimo Servac, um russo que teria permissão da Embaixada para transitar na Colômbia, mas que faria transações ilegais de Moscou para o país.
Além disso, eles até apontam que há um oficial militar de alto escalão no Exército que não só se encontra constantemente com o russo acima mencionado, cuja identidade é desconhecida, mas também aumentou seu patrimônio.
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Esses eventos causaram, segundo o jornal colombiano, a reação de autoridades colombianas e internacionais, como a Agência Central de Inteligência, conhecida como CIA (por sua sigla em inglês) e a Agência Central de Inteligência (DEA); ambos dos Estados Unidos, que teriam como alvo tanto o colombiano militar e o homem nascido na Rússia.
O relatório observa que Servac teria um cúmplice que o ajuda a repassar dinheiro da capital russa para várias cidades do país, como Bogotá e Medellín; além disso, eles não apenas se movimentariam com dinheiro e dinheiro digital, mas também recorreriam a criptomoedas.
Talvez um dos detalhes mais sérios que o El Tiempo revelou seja que o dinheiro que eles enviam da Rússia, que viria do banco mais poderoso daquela nação, chamado Sberbank, não só iria querer financiar ilegalmente dois de seus compatriotas, mas também iria querer “desestabilizar a democracia” e causar interrupção da lei e da ordem.
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Além disso, eles chegam a dizer que esse dinheiro teria sido injetado no país para financiar vários dos protestos registrados em novembro de 2019 para causar indignação e realizar atos de terrorismo. Deve-se notar que essas manifestações são lembradas pelo assassinato do jovem Dilan Cruz por um agente do Esquadrão Móvel Antimotim, Esmad.
Servac dirige a suposta estrutura criminosa que comete os crimes acima mencionados e seu cúmplice, que segundo a mídia, seria uma mulher que escapou para sua cidade natal Moscou, Rússia, em dezembro de 2021. Ambos trabalhariam ilegalmente trazendo dinheiro para os colombianos que, supostamente, os ajudariam com os propósitos criminosos descritos acima.
O jornal El Tiempo anexou vídeos, áudios e até fotografias que confirmariam as graves alegações que, inclusive, afirmam que o governo nacional já está ciente. Além disso, eles dizem que os russos em território nacional fazem as transferências para o banco acima mencionado e o recebem nos escritórios da Western Union, tanto na capital quanto em Medellín.
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Por outro lado, o portal de Bogotá diz que há indícios de que um cidadão russo teria dezenas de material cinematográfico registrando os excessos ocorridos em vários setores da capital do país e que seria financiado pelos estrangeiros em questão.
Essa premissa é semelhante à usada pelo próprio governo de Iván Duque para deslegitimar o protesto social. No entanto, conclusões definitivas não podem ser tiradas dessas revelações, nas quais é até revelado que um pseudônimo Felix, cidadão colombiano, participaria.
No caso do pseudônimo Servac, diz El Tiempo, ele há muito tempo dá reportagens ao seu chefe em Moscou, a quem a mídia identificou como Dimas. Além disso, as imagens do jornal o capturaram conversando com cidadãos no centro de Bogotá repetidamente.
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Por enquanto, a mídia diz que as autoridades colombianas já estão cientes do que aconteceu e até dizem que confirmaram que essas mesmas tarefas estariam acontecendo no México, Perú, República Dominicana, Nigéria e Sérvia, onde também gostariam de interferir nas eleições dessas nações.
Por fim, garantem que o governo Duque já tenha pleno conhecimento dessas situações que não só foram levadas ao conhecimento deles, mas também pelos presidentes dos Estados Unidos, entre outros. Mais pronunciamentos são esperados das autoridades.
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