Um grupo internacional de energia começou na terça-feira no Panamá a construção de uma usina que operará com gás natural, com um investimento de US $1 bilhão, disse o presidente Laurentino Cortizo, que comemorou um investimento “estratégico”.
“Representa uma injeção econômica para o nosso país e é estratégico para o futuro de nossa matriz energética. Um investimento de 1 bilhão de dólares, que gerará mais de 3.000 empregos diretos e milhares de empregos indiretos”, disse o governante, que participou da cerimônia para iniciar os trabalhos.
O gerador Gatún é construído na Ilha Telfers, na província de Colón, Caribe panamenho, e será capaz de produzir 670 megawatts. Ele deve estar operacional no início de 2024.
O projeto está sendo gerenciado pelo Gas Panama Energy Group, formado pela empresa com sede em Londres InterEnergy Group, com 51% da participação, e a subsidiária norte-americana AES Panama, com 49%. Ambas as empresas já estão operando no país no campo da geração de eletricidade.
“A Usina Geradora de Gatún contribuirá para estabilizar a tarifa de eletricidade, permitindo, no futuro, reduzir significativamente o custo”, disse Cortizo.
O novo projeto substituirá as usinas térmicas que já foram removidas do sistema elétrico panamenho, no plano de avançar para uma matriz energética limpa e eficiente, para cumprir a meta de carbono neutro até 2050, explicou o governo.
Em 2020, 75% da geração de eletricidade no Panamá veio de uma fonte renovável, principalmente hidrelétrica, de acordo com dados da Organização Latino-Americana de Energia, composta por 27 países da região.
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