Tegucigalpa, 22 de março Honduras recebeu 1.192,1 milhões de dólares entre janeiro e fevereiro em remessas familiares, 25,8% a mais do que no mesmo período de 2021, informou o Banco Central do país (BCH) na terça-feira. O valor das remessas nos dois primeiros meses de 2022 ultrapassou US $947,9 milhões no mesmo período do ano atrás, de acordo com um relatório do BCH. Em janeiro, Honduras recebeu $583,4 milhões em remessas, um número que aumentou para $608,7 milhões em fevereiro, acrescentou o banco emissor do estado. Do total de remessas, mais de 80% vêm dos Estados Unidos, onde pouco mais de um milhão de hondurenhos vivem legal e ilegalmente, observa o documento. É seguido, nessa ordem, pela Espanha (11,5 por cento), México (2,4 por cento), Costa Rica (1,5 por cento) e Canadá e Guatemala (4,3%), de acordo com o Banco Central. As mães em Honduras são as principais destinatárias das remessas (36,8%), seguidas pelos irmãos (19,2%), filhos (13,6%), pais (7,4%) e cônjuges (7,1%), acrescentou. 79,6% das famílias hondurenhas que recebem esse dinheiro o usam principalmente para pagar alimentos, serviços de saúde e educação, e 6,4% o gastam em investimentos de capital fixo, disse o BCH. Honduras arrecadou US $7,37 bilhões em remessas em 2021, 28,3% a mais do que os 5.741,1 milhões recebidos em 2020, de acordo com dados oficiais. As remessas representam cerca de 20 por cento do produto interno bruto (PIB) do país centro-americano. As remessas são a principal fonte de divisas no país, acima das exportações como café, produtos de maquila, camarão e outros, detalha o documento. O recebimento de remessas em Honduras remonta à emigração massiva de cidadãos daquele país após a passagem devastadora do furacão Mitch pela América Central no final de 1998. Em 1999, o primeiro ano para o qual o Banco de Honduras oferece resultados, as remessas totalizaram cerca de 320 milhões de dólares (ajustadas à taxa de câmbio atual).