Eles exigem que o salário mínimo na Venezuela seja homologado para a cesta de alimentos

Os opositores rejeitaram o recente aumento aprovado pelo ditador Nicolás Maduro. O ex-deputado Arnoldo Benítez chamou o aumento salarial de “irritante” e de “escárnio”

Fotografía del 9 de mayo del 2021 donde se observa a un grupo de personas que hace compras en un mercado chino en Caracas (Venezuela). Del "socialismo con peculiaridades chinas" al "socialismo bolivariano". EFE/ Miguel Gutiérrez

Os opositores venezuelanos rejeitaram na terça-feira o recente aumento do salário mínimo e da pensão aprovado pelo ditador Nicolás Maduro, que o elevou de 7 (1,6 dólares) para 130 bolívares (30 dólares) neste mesmo mês, e exigiu que o regime fosse padronizado ao custo da cesta básica, que excede 450 dólares, de acordo com algumas medidas.

O ex-deputado Arnoldo Benitez descreveu o aumento salarial como “irritante” e um “escárnio”, “impondo unilateralmente um salário mínimo que não garante o sustento dos trabalhadores, reformados e pensionistas”.

“De acordo com o Cendas (Centro de Documentação e Análise Social da Federação Venezuelana de Professores), a cesta de alimentos ficou em US $448 em janeiro deste ano, o que significa que com 130 bolívares, o equivalente a 30 dólares por mês, um dólar por dia, leva 15 meses para comer por mês”, disse ele, citado em um comunicado da imprensa.

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A este respeito, o opositor Freddy Castellanos assegurou que o aumento do salário mínimo não cumpre o disposto no artigo 91 da Constituição venezuelana, segundo o qual “todo trabalhador tem direito a um salário ou salário suficiente para lhe permitir viver com dignidade e atender, para si e sua família, necessidades básicas”.

Segundo a ex-deputada Ana Aponte, o regime “viola sistematicamente os direitos fundamentais dos reformados e pensionistas”.

As pessoas fazem compras em uma venda de frutas e vegetais em Caracas (EFE/Rayner Peña R/Archive)

“Os adultos mais velhos não merecem esse tratamento indigno. Não é justo que depois de terem dedicado grande parte de suas vidas ao país, em troca o regime os trate com indiferença”, acrescentou.

O aumento do salário mínimo na Venezuela em 1,705%, anunciado por Maduro em 3 de março, é insuficiente para que aqueles que o recebem — principalmente funcionários públicos e pensionistas — saiam da pobreza extrema, segundo vários especialistas e os próprios afetados.

Com o novo salário, os venezuelanos ainda não atingem a cifra de US $1,90 por dia definida pelo Banco Mundial para considerar a saída da pobreza extrema por faixa de renda, embora fiquem mais próximos do que com o salário atual, passando de 0,05 para 0,96 dólares por dia.

Na Venezuela, o mínimo que uma família média de cinco pessoas precisa para cobrir suas necessidades alimentares é de 455 dólares, de acordo com o custo da cesta básica, correspondente a fevereiro, calculado pela Cendas.

O novo salário mínimo representa 6,6 por cento da cesta de alimentos.

(Com informações da EFE)

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