Argentina adia pagamento da dívida com o Paris Club

BUENOS AIRES (AP) — A Argentina anunciou na terça-feira que concordou com o Clube de Paris em adiar o cancelamento de uma dívida de US $2 bilhões vencida no final de março. Esta organização reúne credores oficiais e é composta por países europeus, Estados Unidos e Japão, entre outros,

Esta foi a última negociação pendente no país sul-americano depois de reestruturar uma dívida com credores privados de quase US $70 bilhões e refinanciar outros US $45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Ministério da Economia informou em comunicado que “o acordo alcançado inclui garantias financeiras do Clube de Paris em apoio ao programa Extended Facilities que dura trinta meses, permitindo à Argentina garantir as fontes financeiras identificadas no acordo com o FMI”.

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O governo argentino fechou um Programa de Instalações Estendidas com o FMI por semanas nas quais receberá desembolsos da agência para cumprir suas obrigações por dois anos e meio e, em troca, terá que passar por revisões trimestrais.

No mesmo período, a Argentina “fará pagamentos parciais aos associados do Clube proporcionalmente aos feitos a outros credores bilaterais”, explica o comunicado oficial. No entanto, as partes comprometeram-se a renegociar os termos da dívida contraída antes de 30 de junho deste ano.

O anúncio vem dias antes de o conselho executivo do FMI decidir se endossa o acordo alcançado para refinanciar a dívida concedida à Argentina em 2018. O Paris Club expressou seu apoio a ele na segunda-feira.

“Reconhecemos que o objetivo deste programa com o FMI é fortalecer a estabilidade macroeconômica da Argentina e promover o crescimento econômico inclusivo e sustentável a médio e longo prazo”, disse o presidente do Clube de Paris, Emmanuel Moulin.

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