Colômbia e Netflix impulsionam a indústria audiovisual para jovens vulneráveis

Cartagena (Colômbia), 17 Mar O Ministério da Cultura da Colômbia anunciou nesta quinta-feira um novo programa, em colaboração com a Netflix e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ajudará e treinará jovens colombianos vulneráveis e proporcionará oportunidades no audiovisual indústria. Como parte do Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), que está sendo realizado naquela cidade caribenha de 16 a 21 de março, a Ministra da Cultura, Angelica Mayolo, apresentou o programa “Sandbox”. O objetivo desta iniciativa é “capacitar jovens de regiões do país onde não é tão comum que esse tipo de projeto seja realizado”. É “uma das melhores maneiras de criar novas oportunidades para as novas gerações”, disse o ministro. O projeto impactará seis regiões da Colômbia, que são os departamentos de Chocó, San Andrés, Sucre, Caqueta e Cauca, além de Bogotá. O programa aproximará a indústria colombiana de cerca de 1.500 jovens em risco de vulnerabilidade em alguns dos territórios mais remotos com as maiores taxas de desigualdade e se concentrará nas mulheres, na população afro-descendente e indígena e na comunidade LGBTI+. Os jovens participarão de programas de treinamento em diferentes habilidades, como maquiagem ou assistência a fantasias, a fim de “ser os protagonistas desse grande boom que temos na Colômbia na produção audiovisual” e que “todas as regiões do país possam ter o capital humano para desenvolver produções audiovisuais”, ele explicou em declarações à Efe o ministro. Destes, 100 passarão para a fase final de “ação e roda”, que lhes permitirá participar de produções locais e algumas produções da Netflix, além de serem acompanhados por líderes da indústria audiovisual. MAIS TREINAMENTO No lançamento da iniciativa, Maryoli Ceballos, cineasta indígena colombiana, comemorou que “estradas foram abertas a partir dos territórios, mas os espaços de treinamento precisam ser fortalecidos ainda mais”, uma vez que as comunidades indígenas vêm ocorrendo “processos baseados no próprio senso de dizer das comunidades o que acontece”. Nesse contexto, “essa proposta é aplaudida pelos povos indígenas”, disse Ceballos, embora “tenha que ser expandida para mais territórios” porque “há muito a contar das periferias, e queremos contar a partir de nossas vozes, de nossas imagens”. “Sandbox” também buscará “representatividade na frente e atrás da tela, apostando no talento criativo da Colômbia”, formando “novos talentos porque não há mais pessoas suficientes para toda a demanda audiovisual” que existe na Colômbia, disse, por sua vez, o diretor de Audiovisuais, Cinema e Interativo Mídia do Ministério da Cultura, Jaime Tenorio. COLÔMBIA, PODER AUDIOVISUAL O ministro Mayolo também destacou que “a Colômbia é uma das principais potências audiovisuais da América Latina”, um marco alcançado graças a “um governo que fortaleceu incentivos fiscais, apoio institucional para simplificar procedimentos, capital humano e talento criativo e preparado, e uma bela geografia que nos permite torná-lo um país único”. No momento, “A Colômbia é um dos países da América Latina com maior atração pelo investimento em produções audiovisuais, com mais de 16 produtores internacionais desenvolvendo séries e filmes no país com um investimento que já ultrapassa um bilhão de pesos colombianos graças a um ecossistema de incentivos fiscais”, insistiu Mayolo. “Continuaremos trabalhando para tornar a Colômbia o maior centro de produção audiovisual da América Latina”, concluiu o ministro colombiano. O responsável anunciou ainda uma nova chamada para o Fundo de Desenvolvimento do Cinema, promovido pelo Conselho Nacional de Artes e Cultura em Cinematografia, que “tanto contribuiu para o cinema nacional, para o surgimento de novos cineastas e para o posicionamento da nossa indústria na arena internacional”. CHEFE lmg/jga/lll (foto) (vídeo)

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