Lima, 16 de março A Sessão Plenária do Tribunal Constitucional do Perú (TC) avaliará nesta quinta-feira se aceita um corpus humano solicitando a invalidade de uma decisão judicial que suspendeu a anistia concedida ao ex-presidente peruano Alberto Fujimori (1990-2000) em 2017. A mídia local informou que depois de discutir o caso em uma reunião privada há três semanas, o juiz Ernesto Blume, o relator do caso, declararia o estabelecimento de um recurso, sugerindo que Fujimori poderia ser libertado novamente. Especificamente, o mais alto órgão constitucional dos Estados Unidos analisará o corpus humano apresentado pelo advogado Gregorio Parko Alarkon em 24 de dezembro de 2018 sobre a decisão da Suprema Corte que anulou a anistia concedida a Fujimori pelo então presidente Pedro Pablo Kuchinsky (2016-2018). Além dos apelos que serão ouvidos nesta quinta-feira, há outros dois no TC instando-os a tomar a mesma ação em favor de Fujimori, que foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade em 2009. Como o Ministério da Justiça peruano ordenou a invalidação da anistia depois de não cumprir os requisitos legais e considerar que ela não tinha efeito legal, Fujimori teve que retornar à prisão do Departamento de Polícia Oriental de Lima e o condenou à prisão. A anistia está sendo investigada pelo tribunal porque o Ministério Público a considera um produto das negociações entre Kuczynski e o filho mais novo de Fujimori, Kenji, que era membro da Câmara dos Deputados na época. Opor-se ao pedido de demolição do presidente naquele momento Segundo informações, a decisão sobre esta questão divide os membros do TC porque receberam apoio de Ernesto Blumé, José Luis Sardon, Augusto Ferrero e a rejeição de Marianella Ledesma, Eloy Espinosa-Saldanha e Manuel Miranda. O TC peruano, que deve ser composto por sete membros, foi mantido como membro de seis após a morte do juiz Carlos Ramos desde setembro do ano passado. A este respeito, a mídia local apontou que Ferrero, que atualmente é o presidente do TC, tem autoridade para realizar um “voto de qualidade ou voto duplo” para quebrar o empate. “Libertar Fujimori significaria ignorar o crime”, disse a bancada da coalizão de esquerda Juntos For Perú (JPP) depois de saber que o apelo seria discutido esta quinta-feira. O grupo frisou no Twitter que “o TC é obrigado a garantir o direito de justiça para todas as vítimas e não pode se envolver com raiva pela dignidade do país”. O congressista de esquerda Sigrid Bazán acrescentou que Fujimori “não pediu perdão nem se arrependeu, e até agora nunca pagou indenização civil”. “No entanto, amanhã o TC poderá retirar a decisão do judiciário que anulou a anistia ilegal e negociada por razões políticas e não humanitárias”, alertou. O advogado Carlos Rivera, que defende vítimas de crimes condenados pelo ex-presidente, disse que o magistrado que apoia a libertação de Fujimori está “seguindo uma agenda política”. Eles farão uma zombaria internacional. A esse respeito, ele garantiu que, se “favorecer a liberdade de Fujimori condenado”, o Tribunal de Direitos Humanos das Américas (Tribunal de Direitos Humanos das Américas) “declararia a invalidade legal dessa resolução e voltaria à prisão”. “Ele fez isso uma vez”, disse. Fujimori, de 83 anos, foi libertado na segunda-feira após superar uma doença cardíaca que o obrigou a ser internado em uma clínica em Lima, mas continuará sendo tratado na prisão por fibrose pulmonar, como relatou sua filha mais velha Keiko na época. Pouco depois de ser detido em um centro médico, o primeiro-ministro peruano Aníbal Torres anunciou que consideraria a possibilidade de transferir o ex-presidente para uma prisão conjunta quando o governo do presidente Pedro Castillo “curou” sua doença. O ex-governante é o único prisioneiro em uma prisão construída especificamente para ele dentro de uma base policial na área de Ate, onde ainda deve ficar até 2033, quando completará 95 anos. Lá ele é condenado como mediador (controle factual) pelo massacre de Barrios Altos e La Cantuta, cometido pela organização militar clandestina Colina em 1992 e 1993, respectivamente, e por dois sequestros desde o golpe de Estado de 1992. Chefe dublagem/rrt
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